Desafio de ECG – qual o diagnóstico?

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Resposta: pericardite aguda

Os 2 principais diagnósticos diferenciais neste caso nitidamente eram pericardite aguda e repolarização precoce. Em terceiro lugar, bem distante, poderíamos considerar IAM. Para diferenciar estas 3 entidades coloco algumas dicas nos slides abaixo.

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12 opiniões sobre “Desafio de ECG – qual o diagnóstico?”


  1. Pericardite. Elevação de ST em várias derivações (difuso). Observar o supradesnível do segmento PR em aVR, que é bem característico. Na pericardite podemos ter desníveis do seg PR, o qual são opostos às alterações do ST. Devemos lembrar da repolarização precoce como diagnóstico diferencial.


  2. Alguns comentaram sobre o infradesnível do intervalo PR, como algo “característico”. Mas qual a acurácia (sensibilidade e especificidade) deste achado? Isso é essencial para o raciocínio diagnóstico baseado nessa informação.


    1. Os desníveis do segmento PR são considerados por vários autores como característico da pericardite aguda, conforme vários autores. Tem sido atribuído a injúria na parede atrial (macanismo fisiopatológico). Spodick encontrou desnível do PR em 42 de 50 pacientes (82%) com pericardite clinicamente evidente. A especificidade deste sinal não foi devidamente estudada.
      Referência: Circulation 1973;48;575-580
      http://circ.ahajournals.org/cgi/reprint/48/3/575


  3. Bom, pessoal…
    Creio que este ECG pode gerar alguma dúvida entre 2 diagnósticos: O 1º seria a 1ª fase da pericardite (PERICARDITE AGUDA) a qual é caracterizada por elevação do segmento ST difuso (geralmente com concavidade para cima), depressão do segmento ST nas derivações aVR e V1. Há também uma corrente de lesão atrial, refletida pela elevação do segmento PR em aVR e depressão do segmento PR principalmente de V5 e V6. O 2º diagnóstico seria o de repolarização precoce, que ocorre devido vagotonia, muito comum em atletas; o que fala a favor disto é a incisura(notch) característico em v5-v6, sugerindo repolarização precoce e não pericardite; porém, como disse, seria uma resposta vagotonica, sendo assim esperaria uma frequencia bem menor (< 60 bpm), o que não é o caso deste paciente; por isso acabo ficando com pericardite aguda.

    Abraço à todos…


  4. Pericardite pos infarto agudo do miocardio. Sindrome de dressler ? Supra desnivel de ST difuso, infra de AVR com Q inferior- área inativa ?


  5. Pericardite aguda costuma apresentar nesse padrão: supra côncavo difuso com Infra de PR que pode poupar aVR e V1. Nota-se tb ausência de Q patológica, A repolarização precoce constuma não ser tão difusa e se assim o for tem um prognóstico nem sempre favorável.. Agora é só associar à clínica do paciente.

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