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Discussão de casos clínicos – 04

Acessem o link abaixo para ver o caso clínico completo.

httpv://www.youtube.com/watch?v=0jot8TAM0J4

"Acidentaloma": paciente de 69 anos com um achado "acidental" ao CATE: mesmo completamente assintomático, ativo (vendendor), foi pedido um teste ergométrico como exame pré-op de cirurgia oftalmológica…. veio positivo, foi para o CATE… O paciente (que é orientado) pergunta: "Doutor, se eu não sinto nada, porque tenho que me operar ?"

 

Qual a conduta? Tratamento clínico, cirurgia ou angioplastia? Por quê?

Caso enviado pelo amigo Dr Giordano Bruno Oliveira – especialista em cardiologia e ecocardiografia pela SBC, preceptor da residência de cardiologa do Hospital Agamenon Magalhães – Recife – PE.

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Discussão de casos – 03

Mulher de 60 anos com antecedente de HAS iniciou há 3 meses com quadro de aumento de volume abdominal. Na investigação detectado ascite de provável etiologia neoplásica. A pcte apresentava massa complexa em ovário na TC de abdome. Capacidade funcional baixa (<4 mets). Negava sintomas cardiovasculares. Solicitado parecer cardiológico pré-operatório – proposta cirúrgica de estadiamento cirúrgico de provável ca de ovário (ainda sem diagnóstico histopatológico).

Ao exame físico – TJ presente a 45 graus, B3, sem sopros. Ascite importante. Paciente moderadamente consumida.

ECG – ritmo sinusal regular, BRE

Rx tórax – aumento leve de área cardíaca, congestão pulmonar.

Laboratório – função renal normal. Na 131. Sem outras alterações relevantes.

Devido aos sinais de icc no exame físico – solicitado eco TT que revelou hiocinesia anterior, FE 47% pelo método de simpson. VE levemente dilatado.

Perguntas

1- a paciente deve ser submetida à cirurgia neste momento?

2- você faria alguma investigação para coronariopatia antes da cirurgia proposta?

3- quais medicações cardiovasculares introduziria antes da cirurgia?

4- Que recomendações devem ser dadas à equipe da cirurgia em relação ao pós-operatório?

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Discussão de casos clínicos – 2

Caso interessante enviado pelo Dr henrique Grinberg:

Mulher 67 anos
HAS, DLP, sobrepeso, CA urotelial da pelve renal E ( manifesta clinicamente por hematúria, controlada atualmente ) em vigência de QT 
Entra na emergência com 40 minutos de dor torácica em aperto + mal estar e tontura 
ECG: Supra de ST D2, D3 e AVF, infra de ST V2 e V3, sem VD, V7 e V8 suprados
        BAV 2 grau 2:1 FC = 36 BPM 
Killip 1 , Sem clínica de VD
 
ATC primária de CD ( 100% 1/3m ) + ATC com stent farmacológico de lesão de 90% 1/3p CD
- AAS + Clopidogrel + HNF na fase aguda da ATC
- Plaquetas iniciais 45.000
- Última seção de QT há 48 hs
 
Evolução 
- Killip 1
- ECO função global preservada, acinesia ínfero – dorsal, fluxos normais
- Pico de MB 111 / Tropo 64
- Reversão da bradiarritmia pós ATC
- Plaquetopenia progressiva até 13.000 sem exteriorização de sangramento, porém queda lenta e progressiva de Hb até 7,2, além de leucopenia – pacitopenia.
- Manutenção dos antiplaquetários AAS e Clopidogrel. Sem evidência de sangramento major / minor.
- Transfusão de plaquetoaférese 4 x até sair do nadir QT
- Recuperação das séries hematológicas
- Alta no 12 PIM

 

QUESTÕES PARA SE DISCUTIR

1- Manejo de SCA na vigência de plaquetopenia

2- Via de acesso para cate no pcte com plaquetopenia?

3- Neste caso, vocês teriam apenas balonado a lesão ou teriam colocado stent convenional? Acredito que stent farmacológico a maioria do pessoal não iria se animar para colocar…

4- O IAM neste caso pode ser considerado como cardiotoxicidade pela Qt? – difícil de avaliar já que não havia relato do quimioterápico que a pcte estava usando…

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Discussão de casos clínicos – 1.

Estamos inaugurando uma nova sessão do blog. Trata-se da discussão de casos clínicos. Para iniciar vou relatar um caso de pré-operatório de cirurgia não cardíaca.

Pcte de 60 anos, HAS, DM-2 insulino-dependente, DLP, sobrepeso, artrose importante de quadril com indicação de artroplastia devido à importante limitação nas atividades diárias. Solicitado parecer pré-operatório para a cardiologia. Na anamnese, o pcte relatava episódios de precordialgia típica, em repouso. Já havia tido uns 3 a 5 episódios nos últimos meses, tendo sido o último há mais de 1 mês. Exame físico sem alterações. FC 80 PA 142×90. ECG também sem alterações, assim como a radiografia de tórax.

Como o pcte tinha história de precordialgia típica sem estratificação prévia – optado por solicitar cintilografia miocárdica com stress farmacológico (pcte sem condições de realizar esforço físico devido a patologia ortopédica). Introduzido estatina, aas, enalapril e atenolol. Enquanto o pcte aguardava internado para realizar a cintilo apresentou dor precordial típica prolongada em repouso, sem alteração de ecg ou elevação de marcadores. Optado por encaminhar direto ao cateterismo sem realização de cintilo. As imagens do exame são vistas abaixo.

Em suma, lesões triarteriais graves. Função de VE na ventriculografia preservada. 

O pcte ficou assintomático com o tratamento clínico otimizado (FC 56 bpm, PA 110×72), apesar de estar praticamente restrito ao leito devido à artrose de quadril.

Problema técnico – DA com leito distal muito ruim, o que compromete o resultado de uma revascularização cirúrgica. Sabe-se que o que aumenta sobrevida nos pctes revascularizados por cirurgia é basicamente o enxerto de mamária-DA normofuncionante. Os outros enxertos basicamente diminuem angina/equivalentes anginosos.

Possibilidades para o manejo do caso:

1- revascularização cirúrgica apesar da limitação do leito distal da DA e após 1 mês fazer cirurgia ortopédica

2- realizar cintilo com tratamento clínico otimizado e caso não tenha achados de moderado/alto risco, liberar o pcte para a cirurgia ortopédica 

Acredito que ninguém optaria por tratamento percutâneo neste caso devido às lesões múltiplas. Além disso, caso fosse usado stent convencional o risco de reestenose seria proibitivo. O pcte tem contra-indicação a stent farmacológico uma vez que tem planejamento de cirurgia não cardíaca nos próximos 12 meses.

ATUALIZAÇÃO DO CASO

Após discussão do caso em reunião clínica, foi optado por realizar cintilo em vigência de tratamento clínico otimizado. O resultado do exame encontra-se abaixo:

laudo do exame: hipocaptação transitória de moderada intensidade e média extensão das paredes ântero-septal e apical. Hipocaptação persistente de acentuada intensidade e média extensão em parede inferior com componente transitório em sua porção médio-apical.

E agora com a cintilo, o que vocês proporiam para este pcte? Ele aguarda cirurgia de artroplastia de quadril bilateral e de um dos joelhos (cirurgia bastante demorada). 

Daqui há uns 2 ou 3 dias digo o que fizemos com o caso…

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