TOP

A história da doença arterial coronária contada por Dr Braunwald

Excelente artigo de comemoração dos 200 anos da New England. Escrito por ninguém menos que Eugene Braunwald. Artigo gratuito em pdf.

http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMra1112570

Comentar
TOP

História dos Inibidores da ECA

A história dos  inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) começa no Brasil por volta 1949, quando  o médico carioca Dr.  Maurício Rocha e Silva notou que o veneno de cobras em conjunto com a tripsina agiam na globulina plasmática liberando uma substância que causava hipotensão e lentidão na contração da musculatura lisa do intestino, daí recebendo o nome de Bradicinina (bradys = lento, kinesis = movimento).

Na década de 60, o Dr Sérgio Ferreira ( discípulo do Dr Rocha e Silva), isolou, do veneno da Bothrops jararaca,um princípio ativo capaz de potencializar os efeitos da Bradicinina, sendo  denominado de Peptídeos Potencializadores de Bradicinina ( BPP). A partir das descobertas  do médico brasileiro, o Prêmio Nobel de medicina de 1982, o britânico Sir John Vane demonstrou a que a Enzima Conversora de Angiotensina ( ECA) é responsável pela produção de Angiotensina II que por sua vez tem papel determinante na hipertensão arterial Sistêmica, sendo o  BPP um precursor do IECAs conhecidos.

Clinicamente os BPPs não puderam ser utilizados, pois não eram ativos quando ingeridos oralmente e a sua síntese era complexa e caras. Esse problema foi  resolvido quando Byers e Wolfenden desenvolveram inibidores não – peptídicos sintéticos  iniciando os primeiros passos para a criação  do Captopril. Em 1977, Cushman e Ondetti, sintetizaram o captopril (synthetic angiotensin converting enzyme inhibitor).

A patente ficou com a Squibb e muitos cardiologistas ao menos conhecem a contribuição para o desnvolvimento de uma das mais conhecidas medicações cardiovasculares.

Prof. Dr. Maurício Oscar da Rocha e Silva

Prof. Dr. Maurício Oscar da Rocha e Silva

Prof. Dr. Sérgio Henrique Ferreira

Prof. Dr. Sérgio Henrique Ferreira

 

FONTE:

http://www.redetec.org.br/inventabrasil/hiper.htm

ASPECTOS HISTÓRICOS DA HIPERTENSÃO-  Do fator de potenciação da bradicinina (BPF) aos inibidores da ECA

 

 

Comentar
TOP

História da Cardiologia: como surgiu o AAS?

A primeira referência que se tem do AAS data de 1534 antes de Cristo. É um documento egípcio chamado de papiro de Eber (foto acima) que fala sobre inúmeras doenças e plantas medicinais, entre as quais se destaca o salgueiro ou salix como é conhecido em latim. O texto citava que a casca da árvore quando usada para fins medicinais era muito eficaz em melhorar dores de uma forma geral.

Em 1758 o reverendo Edward Stone viu que a casca do salgueiro era extremamente útil no tratamento dos sintomas de malária (febre, mialgias, cefaléia, etc).

Em 1828 o Dr Joseph Buchner transformou a substância derivada da casca do salgueiro em cristais amarelos chamando o resultado de salicina (derivado da palavra salix citada acima). Em 1838 Raffaele Piria fez uma substância ainda mais concentrada que foi chamada de ácido salicílico.

Em 1852 o Dr Charles Gerhart substituiu um grupo hidroxil por outro acetil e gerou pela primeira vez o ácido acetilsalicílico.

Em 1876 a medicação foi pela primeira vez testada em um trial. Os pctes estudados tinham reumatismo e viu-se que a droga diminuía febre e dores. O trabalho foi publicado no Lancet.

No dia 1 de fevereiro de 1899 a medicação é registrada como aspirina.

Em 1971 o Dr John Vane publica um trabalho que mostra que a aspirina (além de outros AINES) inibe a produção de prostaglandinas, ganhando o prêmio nobel de medicina pela descoberta.

Em 1988 é publicado o ISIS 2 que ao mostrar que a aspirina tinha eficácia similar ao uso de trombolíticos no IAM revolucionou a história da cardiologia. Estava consagrada uma das principais armas da Cardiologia no combate às doenças cardiovasculares. Atulmente são produzidas 40.000 toneladas de aspirina anualmente.

Referência: Fuster V, Sweeny JM. Aspirin: a historical and Contemporary Therapeutic Overview. Circulation 2011; 123; 768-778.

Comentar
TOP

O que é a síndrome de Lutembacher?

A síndrome de Lutembacher foi descrita inicialmente em 1916. Refere-se a casos de estenose mitral (geralmente reumática mas ocasionalmente congênita) associada a shunt esquerda-direita devido a um defeito de septo atrial. Este geralmente é uma CIA tipo ostium secundum mas também pode surgir de iatrogenia (ex: punção transseptal para realizar valvoplastia percutânea de valva mitral estenosada).

Qual a relevância desta síndrome? O interessante é que dependendo do tamanho do defeito do septo atrial, o pcte pode não evoluir com a clinica clássica de estenose mitral (basicamente congestão pulmonar). Isto porque o fluxo de sangue ao invés de ser direcionada para o pulmão termina passando para o lado direito do coração gerando a longo prazo um quadro clínico mais típico de CIA (sobrecarga de câmaras direitas – IC direita). Eisenmenger não é comum de ocorrer nestes casos.

No exame físico, além dos achados clássicos de estenose mitral (tríade – hiperfonese de primeira bulha, ruflar diastólico e estalido de abertura) é comum auscultar-se o desdobramento fixo de B2 típico de CIA.

Em casos raros pode ocorrer a chamda de síndrome de Lutembacher reversa. Esta ocorre quando há estenose tricúspide associada a shunt direita-esquerda através de um defeito do septo atrial. Na circulation desta semana há justamente a descrição de um caso desses. Vale a pena dar uma olhada.

Referência: Burke MA, Mikati IA. Platypnea-Orthodeoxia Syndrome Associated with Bioprosthetic Tricuspid Valve Stenosis and Reverse Lutembacher Syndrome. Circulation. 2011;123:e222-e224.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Comentar