Arritmia Miscelânia

Arritmia na gestação

Palpitação é uma queixa comum em gestantes, e está relacionada geralmente com taquicardia sinusal.
Em gestantes portadoras de cardiopatia, a arritmia pode ser uma complicação em até 6% dos casos (ou 17% se cardiopatia reumática).
Em gestantes que já apresentaram alguma taquiarritmia prévia, a recorrência dessa arritmia na gravidez pode chegar a 44% dos casos.
Assim, é importante sabermos qual tratamento é seguro na gestação.
Das drogas anti-arrítmicas no quadro agudo, o verapamil e a adenosina EV podem ser usados com segurança. A amiodarona deve ser reservada à casos refratários a outras drogas ou em cardiopatias mais graves, preferindo doses até 200mgdia, e monitorando função tireoidiana materna e no neonato.
Em FA crônica, para controle de frequência podemos utilizar betabloqueador (propranolol em dose baixa ou metoprolol), digoxina ou bloqueadores e canal de cálcio (verapamil ou diltiazen VO).
Se arritmia ventricular, pode-se utilizar lidocaína, procainamida, sotalol, propafenona ou amiodarona.
Se sinais de instabilidade hemodinâmica, cardioversão elétrica.
Lembrando que se houver indicação de ablação por radiofrequência, essa pode ser realizada utilizando um avental de chumbo na região abdominal e dorso matermo para evitar excesso de radiação ao feto.
Referência Diretriz da SBC para gravidez na mulher portadora de cardiopatia – 2009.

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Sobre o autor

Fernando Figuinha

Fernando Figuinha

Especialista em Cardiologia pelo InCor/ FMUSP
Médico cardiologista do Hospital Miguel Soeiro - Unimed Sorocaba.
Presidente - SOCESP Regional Sorocaba.

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