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Câncer pode afetar diretamente a função miocárdica?

No congresso EuroEcho-Imaging 2015 foi apresentado um estudo com 99 pacientes com fração de ejeção normal (FE >= 55%), que avaliou o desenvolvimento de disfunção miocárdica em pacientes com câncer, comparando aqueles que foram submetidos à quimioterapia com aqueles sem terapia específica anti-neoplásica.
Nesse estudo pequeno, não houve diferença entre os grupos. 
A disfunção miocárdica foi avaliada pelo método de strain ao ecocardiograma transtorácico. Pelas definições convencionais, esses pacientes não preencheriam critérios para cardiotoxicidade, já que tem fração de ejeção normal. Mas um strain alterado indica algum grau de disfunção miocárdica sub-clínica.
A hipótese é que alguns componentes inflamatórios dos fatores de crescimento tumorais poderiam afetar de alguma forma a função miocárdica.
Novos estudos são necessários para definir melhor essa relação entre câncer e disfunção miocárdica, como poderemos identificar isso precocemente (com imagem ou biomarcadores), e assim, tomar medidas para prevenir seu desenvolvimento.
Referência
1. Venneri L, Calicchio F, Manivarmane R, et al. Subclinical myocardial dysfunction in cancer patients: Is there a direct effect of tumor growth? EuroEcho-Imaging 2015; December 3, 2015; Seville, Spain. Abstract P747.

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Sobre o autor

Fernando Figuinha

Fernando Figuinha

Especialista em Cardiologia pelo InCor/ FMUSP
Médico cardiologista do Hospital Miguel Soeiro - Unimed Sorocaba.
Presidente - SOCESP Regional Sorocaba.

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