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Carambola: Uma Ameaça aos Portadores de Insuficiência Renal

 

Muitos devem estar se  perguntando o objetivo desse texto. Aproveito o espaço para divulgar os riscos da ingestão desta fruta para os portadores de insuficiência renal.

A Averrhoa carambola da família das oxalidáceas, também conhecida popularmente como Carambola, é uma fruta encontrada em vários países como o Brasil, Malásia, Taiwan e Hong Kong e a grande maioria dos nossos leitores tiveram oportunidade de conhecer. Várias vitaminas e sais minerais fazem parte de sua composição, porém o ácido oxálico ( oxalato) se destaca pelos possíveis efeitos deletérios aos nefropatas.

Na Malásia, em 1980, foi relatada pela primeira vez casos de “Intoxicação por carambola” caracterizadas por depressão do sistema nervoso central. Apesar de controvérsias, os efeitos tóxicos da carambola, aparentemente são decorrentes do alto teor de oxalato ( as frutas mais azedas e mais maduras possuem mais ácido oxálico). Acredita-se que nos pacientes com função renal pejudicada ( IRC dialítica e não dialítica) apresentam uma reduzida taxa de excreção deste componente, com acúmulo  no organismo  além de uma maior permeabilidade da barreira hematoencefálica e passagem para o SNC, e, consequentemente,  gerando os efeitos tóxicos ( em ratos pode gerar deposição de oxalato de cálcio renal obstruindo túbulos renais).

Estudos também demonstram que componentes da Carambola ( neutotoxina?) manifestam seus efeitos neurotóxicos a partir da inibição do GABA ( neurotransmissor inibitórios), aumentando assim a excitabilidade do SNC.

As manifestações clínicas são soluços incoercíveis, vômitos, fraqueza muscular, insônia, alterações do nível de consciência, agitação, convulsções. Nos portadores de IRC, a intoxicação pode evoluir com quase 40% de mortalidade , podendo ser decorrente da ingestão da fruta in natura ou em polpa, sem necessidade de uma ingesta de  grande quantidade. As manifestações aparecem de 2 a 12 horas, dependendo da predisposição , quantidade consumida e tipo da carambola ( variação da quantidade de oxalato).

O tratamento também é controverso, sendo considerado a hemodiláise a melhor estratéia ( Diálise peritoneal não é recomendada). O dilema é a escolha da qual método de hemodiálise escolher . Existem relatos que diálise com carvão ativado seria mais efetivo no controle dos efeitos tóxicos.

Esta informação é importante para orientações dos paciente com IRC, que não consumam esta fruta pelos riscos .

SUGESTÕES DE LEITURA:

http://www.nutrociencia.com.br/upload_files/arquivos/Artigo%20-%20carambola.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2010000400013

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL693076-15605,00.html

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Sobre o autor

Andre Lima

Andre Lima

Editor do site --
Especialista em Cardiologia pela SBC e InCor/ USP --
Especialista em Ecocardiografia pela SBC e InCor/USP --
Especialista em Terapia Intensiva pela AMIB --

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