Coronariopatia Miscelânia

Cateterismo cardíaco femoral: Dispositivos de Oclusão Arterial

Apesar do aumento da utilização do acesso radial para o cateterismo cardíaco, a via femoral ainda é amplamente utilizada e possui indicações específicas. Como discutido no artigo, Complicações vasculares nos cateterismos cardíacos , a compressão manual deve seguir técnica correta e pode apresentar complicações como pseudoaneurismas, grandes hematomas e trombose arterial além de necessitar que profissional habilitado permaneça comprimindo por longos períodos de tempo.

Os dispositivos de oclusão arterial tornaram-se populares pela praticidade e por permitir utilização de cateteres de maior calibre ( Ex. valvuloplatia aórtica percutânea). Atualmente têm-se disponíveis os seguintes mecânismos:

  1. Plugs de Colágenos biodegradáveis :
  • Angio-seal
  • Vasoseal

2.Dispositivos de Sutura:

  • Perclose

3.Procoagulantes:

  • Duett

4. Introdução de polietileno Glicol:

  • Mynx Vascular Closure Device

VASOSEAL

O Vasoseal é basicamente um tampão de colágeno bovino que é inserido por meio de uma agulha especial, no trajeto da punção (túnel de punção) e na camada média e externa da artéria. Em contato com o sangue, o colágeno rapidamente se hidrata e aumenta de tamanho, obstruindo assim a passagem do sangue. O colágeno tem, ainda, propriedades hemostáticas, acelerando a sequência da cascata da coagulação

O Vasoseal está aprovado pelo Federal DrugAdminis-tration (FDA) para uma deambulação precoce, estimada em 1 horas, em contraste com o período médio estimado para a compressão, de quatro a seis horas. A realização de uma nova punção deve ser adiada por pelo menos seis semanas, pois o plug hemostático ainda não terá sido absorvido e existe o risco de embolização. Após seis semanas estima-se que já ocorreu a completa absorção do produto e parece ser segura uma nova punção no mesmo local.

ANGIO-SEAL

Consiste em uma âncora em “T” que é biodegradável. Esta estrutura é constituída de um polímero contendo ácido polilático e poliglicólico, e que fica inserida dentro de uma agulha tamanho 8 Fr. A técnica de introdução desta ” âncora” dentro da artéria femoral é bastante simples e engenhosa: uma vez colocado um pequeno guia no local da punção, retira-se a agulha de punção original e introduz-se o catéter que contém dentro de sua bainha a âncora biodegradável retrocitada. A âncora é então introduzida na luz da artéria sendo, em seguida, puxada para fora por um fio especial, o que provoca a compressão interna do orifício de punção e controle do sangramento. É feita uma tração firme e constante no fio absorvível que já vem montado no conjunto e simultaneamente é feita a retirada da agulha de colocação da “âncora”. Neste momento, e de forma simultânea, um plug tubular de colágeno, semelhante ao do sistema anterior, é gradualmente ejetado da agulha, ocupando assim o espaço em torno da punção. Ao contato com o sangue, o tubo de colágeno que foi ejetado ajuda na formação de coágulos. Em seguida, coloca-se um “clip metálico” em forma de mola, que mantém a tração do fio e também da âncora em T por mais 20 minutos. Após, o fio de sutura absorvível que (racionava a âncora e a mantinha em posição é amarrado e cortado rente a pele, retraindo para o espaço subcutâneo profundo. Um adesivo local é colocado no local e retirado em 24 horas. Os pacientes podem, segundo os estudos iniciais, deambular em duas horas. Recomenda-se que a artéria não seja repuncionada neste local até que a absorção do material colocado seja total, o que ocorre em torno de três meses.

Angio Seal from Telecor Biomédica on Vimeo.

PERCLOSE

Trata-se de um sistema sofisticado de aproximação dos bordos do orifício de punção, por um sistema de agulhas. O sistema não tem “âncora”, plug de colágeno ou outro mecanismo, tratando-se simplesmente de um “ponto” que é passado nos bordos do orifício arterial.O fabricante informa que não há necessidade de compressão, e a deambulação pode ser feita após duas horas.

httpv://www.youtube.com/watch?v=USnmDMk75ds

 

Mynx Vascular Closure Device

httpv://www.youtube.com/watch?v=4rXGfe5xX9g

Fonte: CURSO ANUAL DE REVISÃO EM HEMODINÂMICA E CARDIOLOGIA INTERVENCIONISTA/ SBHCI –SÃO PAULO –SP -2009 =ANDRÉ LABRUNIE

 

 

Neste artigos, comentamos os dispositivos mais conhecidos.

 

FONTE:

O artigo foi adaptado do artigo original:

MÉTODOS DE HEMOSTASIA NÃO COMPRESSIVOS PARA USO APÓS O CATETERISMO ARTERIAL . Revista de Angiologia e Cirurgia Vascular – 1997, Volume 6, Número 4 ( http://www.sbacvrj.com.br/paginas/revistas/sbacvrj/1997/4/Originalp201.htm )

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Sobre o autor

Andre Lima

Andre Lima

Editor do site --
Especialista em Cardiologia pela SBC e InCor/ USP --
Especialista em Ecocardiografia pela SBC e InCor/USP --
Especialista em Terapia Intensiva pela AMIB --

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