Coronariopatia Hemodinâmica

Como graduar a circulação colateral pelo cateterismo?

A circulação coronariana colateral se desenvolve fisiologicamente de um vaso para outro como forma de suprir a falta de irrigação sanguínea para uma determinada região do miocárdio. Em geral, o estímulo para o desenvolvimento do arco de vasos colaterais é a existência de um vaso ocluído ou pelo menos com uma obstrução de gravidade severa.

De forma objetiva, podemos graduar a circulação colateral de duas maneiras:

  1. De acordo com o vaso que emite a colateral
  • Colateral ipsilateral: o vaso que emite e o vaso que recebe a colateral são ramos da mesma artéria coronária. Ex: colateral da Circunflexa para a Descendente Anterior (ramos da artéria coronária esquerda); da Descendente Anterior para o Ramo Marginal Esquerdo (ramos da artéria coronária esquerda); da Coronária Direita terço proximal para o terço distal da mesma Coronária Direita (ramos da artéria coronária direita).
  • Colateral contralateral: o vaso que emite e o vaso que recebe a colateral têm origem de artérias coronárias diferentes. Ex: colateral da Coronária Direita para Descendente Anterior (um ramo da coronária direita e outro da coronária esquerda); da Circunflexa para o Ramo Descendente Posterior (um ramo da coronária esquerda e outro da coronária direita).
  • Colateral de múltipla origem: mais de um vaso emite circulação colateral para o mesmo destino, independente da origem dos ramos. Ex: colateral da Circunflexa e da Coronária Direita para a Descendente Anterior.
  1. De acordo com a intensidade da colateral (Classificação de Rentrop)
  • Grau 0: ausência de circulação colateral
  • Grau 1: colateral contrasta pequenos ramos mas não chega a contrastar o vaso alvo
  • Grau 2: colateral contrasta parcialmente o vaso alvo
  • Grau 3: colateral contrasta completamente o vaso alvo

Abaixo colocamos alguns exemplos desta classificação em video.

Colateral grau 1: de CD para DA. Há uma formação de pequenos ramos a partir do ramo ventricular posterior para a DA. Não chega a opacificar a DA. Há também uma opacificação de um subramo distal da artéria circunflexa.

Colateral grau 2: de CD para DA. Preenche parcialmente a DA no canto direito superior da tela.

Colateral grau 3: de CD para a DA. Preenche toda a DA distalmente ao ponto de obstrução. Neste caso, o ponto de obstrução na DA fica melhor evidenciado pois foram realizadas injeções de contraste simultaneamente nas coronárias direita e esquerda.

https://youtu.be/2XDVD0qw9HE

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Sobre o autor

Eduardo Pessoa de Melo

Eduardo Pessoa de Melo

Residência em Cardiologia pelo InCor/FMUSP
Título de Especialista em Cardiologia pela SBC
Especialista em Cardiologia Intervencionista pelo InCor/FMUSP
Sócio Titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista
Cardiologista Intervencionista do PROCAPE/UPE
Cardiologista Intervencionista da Rede D'Or São Luiz:
- Hospital Esperança
- Hospital Esperança Olinda
- Hospital São Marcos

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