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Como otimizar o custo x benefício dos inibidores da PCSK9?

Eduardo Lapa
Escrito por Eduardo Lapa

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Você está frente a um paciente que teve infarto prévio e que apesar de rosuvastatina 40 mg.d persiste com LDL de 102 mg/dL. O que fazer? Já vimos que a diretriz americana recomenda usar ezetimiba como 2a escolha, reservando os inibidores da PCSK9 como terceira escolha. Isso devido a relação custo x benefício destas drogas. Mas, como poderíamos melhorar o custo x benefício dos inibidores da PCSK9? Segue dica do Dr Paul Ridker (aquele que foi o pesquisador principal do trial Jupiter e do trial Cantos):

  • A resposta dos pacientes aos inibidores da PCSK9 é bastante variável. Quanto mais o LDL cai com o uso da medicação, maior o benefício clínico. Assim, você pode fazer um curso curto de algumas semanas com estas drogas e rever o perfil lipídico. O paciente teve importante redução do LDL e o preço da medicação a longo prazo não é proibitivo? Excelente. Mantém- a droga e bola para frente. O LDL não caiu tanto quanto o esperado (redução prevista média é de uns 60% do LDL)? Considerar interromper e ficar na ezetimiba mesmo.

Referência: Ridker P. Clinician’s Guide to Reducing Inflammation to Reduce Atherothrombotic Risk. J Am Coll Cardiol 2018. 

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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