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Curso básico de eco – como graduar a insuficiência mitral parte 2

Outra forma de dizer se a insuficiência mitral é importante ou não – avaliando se há fluxo sistólico reverso em veias pulmonares. Qual o racional disto? O fluxo nas veias pulmonares normalmente é representado por 3 variações – uma sistólica, uma protodiastólica e uma telediastólica (vide abaixo).

Durante a sístole ventricular (a qual se inicia no pico da onda R) o átrio está em diástole, ou seja, está saindo sangua da veia pulmonar em direção ao átrio esquerdo. Assim, o sangue está se aproximando do transdutor do eco (o qual fica próximo do ápice ventricular), Isto gera uma deflexão positiva na curva do doppler pulsátil (onda S vista acima). Na prótodiástole há início do esvaziamento passivo do átrio para o ventrículo. Ou seja, o sangue continua se afastando da veia pulmonar e se aproximando do transdutor (nova onda positiva – onda D vista na figura acima). Por fim, na telediástole há contração ativa do átrio a qual faz com que um certo volume de sangue seja impulsionado contra a veia pulmonar, afastando o sangue do transdutor (onda negativa – Ar).

O que ocorre na insuficência mitral importante é que durante a sístole o fluxo patológico que sái do ventrículo para dentro do átrio esquerdo chega muitas vezes até a desembocadura das veias pulmonares (na primeira figura deste tópico vê-se o jato da IM nitidamente entrando na veia pulmonar superior direita) fazendo assim com que a onda S ao invés de positiva fique negativa. A figura abaixo ilustra isto.

Este é outro achado bastante específico para dizer que a IM é importante.

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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