ECG

Desafio ECG

Criança de 6 meses chega ao PS com dispnéia e cianose. Qual o diagnóstico?

Para ver a resposta, clique no link abaixo:

Observa-se no ECG em questão:

1-      Desvio do ÂQRS para direita

2-      Sinais de SAD, caracterizados por: ondas P amplas e pontiagudas nas derivações D2, D3 e avF.

3-      Sinal indireto de SAD ?presença de complexos qR de V1-V4,  na ausência de infarto ou de bloqueio de ramo. A explicação para este achado  é a posição mais  anterior que o VD adquire em virtude do seu crescimento ,com conseqüente mudança da direção do vetor septal que tem uma orientação mais para cima e para esquerda , fazendo com que V1 tenha uma  relação mais com a cauda do vetor, o que leva a inscrição de uma onda q em V1 (  em alguns casos até V3 ou V4 )

4-      Um achado interessante é o da onda P em V1, que apresenta componente negativo e que poderia ser  interpretado como sinal de SAE. Observa-se nos casos de SAD que a deflexão positiva inicial da onda P em V1 costuma ser > que 1,5mm e o componente negativo  tem curta duração (< 0,03seg ), e quase sempre se acompanha de onda P ampla e pontiaguda em V2, achados que fazem o diagnóstico diferencial com SAE.

5-      SVD ( ondas R amplas em precordiais direitas com S profundas em V5-V6.)

Diagnóstico: Estenose pulmonar severa ( VD supra sitêmico) + CIA pequena.

Imagem e comentários gentilmente cedidos pela Dra Cleusa Lapa – Chefe do Serviço de Cardiopediatria do IMIP (Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira)

 

 

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

5 comentários

  • Lapa, como também não vi o diagnóstico, minha hipótese é:
    Cardiopatia Cianogênica com hipofluxo pulmonar, dentre elas a mais provável é tetralogia de Fallot e a segunda é Atresia pulmonar com CIV.
    Vamos aguardar as outras opiniões.

  • Eletro difícil.
    Em suma, apresenta situs solitus, inversão ventricular porém com a ponta do coração para a esquerda, (“p” positiva em D1 e V6 e primeiro vetor com R ; onda “T” positiva) ; Sobrecarga de câmaras direitas (eixo para Direita, onda P e R amplo em direitas e Strein VD, que no caso poderá ser o VE pela inversão!).
    Quanto à cardiopatia: trata-se de cardiopatia complexa cianótica. Fica difícil sua caracterização apenas com dados apresentados porém pela idade pós neonatal, novo da 1ª infância e gravidade do caso (dispnéia- provável IC e cianose) fala a favor da dependência de shunt (canal, pca, ..) poderia se pensar em transposições, AP e ate mesmo em T4F com importante grau de EP, além de outras mais raras e associações.

  • Bom, primeiro acho que só com o ECG não dá mesmo pra ter certeza (ex fís e raio-x iam ajudar). Sobre o ECG, um ritmo sinusal com eixo desviado pra direita, com sobrecarga atrial e ventricular direita, distúrbio de condução pelo ramo direito. Parece ser mesmo uma cardiopatia cianogênica e concordo com o Galego q deva ser hipofluxo, já que com 6 meses acho q ainda não teria dado tempo de um hiperfluxo levar a HP que justificasse cianose (e mesmo assim o ECG teria mais VE, pelo “sofrimento prévio”). A primeira hipótese q vem na cabeça é T4F, q é relativamente comum, bate com a clínica e com o ECG. Outra menos comum poderia ser drenagem anômala total de veias pulmonares (com estenose das mesmas); Ebstein também dá esse ECG, principalmente se tiver uma regurgitação tricúspide importante, mas a cianose fala contra (a não ser q fosse um adulto, com shunt D-E); estenose pulmonar importante também poderia ser mas é menos comum. Só fiquei na dúvida do comentário sobre “AP + CIV”: numa valva pulmonar atrésica não seria esperado um hipodesenvolvimento de câmara direita (o que levaria o eixo de ECG e a sobrecarga pro lado esquerdo), a exemplo do que acontece na atresia tricúspide?? Abraço

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