Coronariopatia Emergências Sem categoria

Estratificação na SCA sem Supra : Quando pedir Cateterismo?

Estratificação de Risco

 

As Síndromes Coronárias Agudas Sem Supra de ST ( SCA SSST) são umas das entidades mais comuns nos pronto socorros cardiológicos e caracterizam-se por um espectro de gravidade e prognósticos variados . Portanto, diferenciar esta gama de manifestações é de extrema importância e a esta capacidade denominaremos de Estratificação de Risco.

A Estratificação de risco possibilita que o tratamento seja  mais agressivo para àqueles pacientes com mais alto risco, tolerando maiores probabilidades de efeitos adversos de nossa intervenção ( por exemplo, sangramento, risco do cate). Já nos pacientes de baixo risco é permitido intervenções e avaliações menos invasivas.

Na figura abaixo, colocamos o algoritmo adaptado do protocolo de dor torácica da equipe da cardiologia do Realcor/Procardio para estratificação de risco das SCA sem Supra de ST baseado nas novas recomendações do Guideline Europeu de Manejo das Síndromes Coronárias Agudas. Lembramos que estes algoritmos são apenas sugestões e que as recomendações devem ser ajustadas à realidade dos diferentes serviços a depender  da disponibilidade / facilidade do estudo hemodinâmico e tratamento percutâneo.

 

Estratificaçãpo de risco - Quando pedir Cateterismo

Publicidade

Deixe um comentário

Sobre o autor

Andre Lima

Andre Lima

Editor do site --
Especialista em Cardiologia pela SBC e InCor/ USP --
Especialista em Ecocardiografia pela SBC e InCor/USP --
Especialista em Terapia Intensiva pela AMIB --

6 comentários

    • Radamés, obrigado pelo contato. Com relação aos pacientes diabéticos e com IRC, os guideline e ultimos trials deixam claro o benefício da estrategia invasiva em comparação com a conservadora, porém os estudos variam com relação a quando se deve intervir (<24h x <72 horas). Lembro também que no caso dos IRC, muitas vezes entram como critérios de exclusão nos estudos.
      Além do guideline Europeu, o update do guideline Americano de 2011, ressalta que nestes grupos devem ser estratificados invasivamente, não necessariamente em menos de 24 horas conforme o adendo abaixo :
      "However, the 2011 writing group noted that diabetes was not listed as a high-risk feature for which an invasive strategy was specifically preferred, in contrast to the inclusion of chronic kidney disease (CKD) and diabetes mellitus as characteristics favoring an invasive approach in the 2007 European Society of Cardiology guidelines for management of UA/NSTEMI (153)".
      A estrategia invasiva com o Timming em até 72 horas seria mais indicada tendo em vista que as medicações poderiam agir na passivação d placa e possibilitar o adequado preparo renal.

    • Ótima pergunta Valéria. Antes de divulgar o algoritmo pesquisei e consultei especialista em análise clínicas. Optei por deixar “aumento importante” pois esta variação depende do kit utilizado. No InCor é utilizado o kit de troponina high sensivel da marca siemens, onde existe dois pontos de corte. O percentil 99 ( limiar de detecção )de 0,04 e o segundo limiar de 0,78 a partir do qual é considerado IAM. A necessidade da curva seria na faixa intermediária ( entre 0,04 e 0, 78) a de acordo com o estudo da NEJM que também utilizou o kit siemens a variação importante seria de mais de 30 % ( outros estudos consideram 20%) . Com esta variação poderíamos considerar aumento intermediário de troponina a qual poderia entrar nos escores de estratificação e muitas vezes enquadrar o paciente como sca de risco intermediário. Lembro que esta variação ainda nao é definitiva na literatura e ainda precisa de mais estudos. Lembro que a troponina ultra sensível aumenta muito a sensibilidade e diminui a especificidade e com os novos kit ainda temos muito que aprender . Os serviços devem avaliar bem se estão preparados para adotar esta nova metodologia.

Deixe uma resposta

Seja parceiro do Cardiopapers. Conheça os pacotes de anuncios e divulgações em nosso MídiaKit.

Anunciar no site
%d blogueiros gostam disto: