Hipertensão arterial sistêmica

Feocromocitoma – revisão parte 1

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– Dá-se o nome de feocromocitoma para os tumores secretores de catecolaminas que surgem das células cromafins da medula adrenal.

– Mas o feocromocitoma não pode ter localização extra-adrenal? Por definição, não. Estes tumores seriam chamados de paragangliomas secretores de catecolaminas. Na prática, contudo, o manejo dos mesmos é similar ao do feocromocitoma. Cerca de 90% dos tumores produtores de catecolaminas são feocromocitomas e 10%, paragangliomas. 

– A tríade clássica de sintomas do feocromocitoma é: cefaliea + palpiatções + sudorese. Contudo, a maioria dos pacientes não apresenta a tríade na manifestação clínica inicial.

– Os aumento dos níveis de pressão arterial sistêmica é o sinal mais comum do feocromocitoma. A hiperpetensão arterial sistêmica pode ser paroxística mas muitas vezes é mantida, fazendo diagnóstico diferencial com HAS essencial ou primária. 5% a 15% dos pctes podem níveis normais de PA.  

– Outra manifestação que pode ocorrer é o aumento dos níveis glicêmicos devido ao excesso de catecolaminas. Tal achado pode ser completamente revertido após a remoção do tumor. 

– cerca de 10% dos feocromocitomas são malignos. Normalmente o que diferencia o tumor entre benigno e maligno não é a histologia mas sim o fato de ter ou não invasão de órgãos adjacentes (ex: fígado, rim, etc) ou de ter metástases a distância. Estas podem surgir até 20 anos após a apresentação inicial e assim todo paciente tratado por feocromocitoma no passado tem que seguir acompanhamento médico periódico.

Fonte: uptodate – Clinical presentation and diagnosis of pheochromocytoma

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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