Coronariopatia

IAM com supra de ST – qual esquema antiplaquetário recomendado pelas diretrizes brasileiras?

Recentemente foi publicada a diretriz brasileira sobre o uso de antiagregantes plaquetários e anticoagulantes na cardiologia. Vamos revisar os principais aspectos da mesma e para começar destacamos um tema importante: qual o esquema antiplaquetário a ser utilizado nos pctes com IAM com supra de ST? Antes de mais nada, é interessante lembrar que pctes que serão submetidos à terapia trombolítica devem receber aas + clopidogrel. Os novos antiplaquetários prasugrel e ticagrelor não foram estudados neste contexto e assim o seu uso em tal circunstância é off-label.

Nos pctes que serão submetidos a angioplastia (regra nos serviços que possuem serviço de hemodinâmica) o recomendado pela diretriz é a administração de AAS (162-300 mg de ataque e manutenção de 81-100 mg/dia) associado a um inibidor do receptor P2Y12. A diretriz coloca como grau de evidência I as 3 medicações que constituem este grupo: clopidogrel, prasugrel e ticagrelor. Assim sendo, a diretriz brasileira segue a mesma linha dos americanos que colocaram as 3 medicações como similares. Já os europeus colocam o ticagrelor e o prasugrel como preferencial ao clopidogrel neste cenário. 

O uso de inibidores da glicoproteína 2b3a é recomendado nos casos submetidos a angioplastia nos quais o cateterismo mostre grande quantidade de trombos ou se ocorrer no reflow/slow reflow. Nestes casos a medicação deve ser combinada com a dupla antiagregação plaquetária via oral já citada acima.

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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