Coronariopatia

Mais uma forma efetiva de prevenir nefropatia por contraste

A incidência de nefropatia por contraste após angioplastia nos USA fica em torno de 3%. Inúmeros métodos já foram testados para diminuir este risco. A maioria falhou – vide este tópico sobre o uso de n-acetilcisteína com tal intuito. O que há de mais concreto sobre o assunto é: usar a menor quantidade contraste possível, preferir contrastes de baixa osmolaridade ou contrastes isoosmolares, hidratar o pcte antes do exame. Em relação ao primeiro ítem, o que havia de evidência até o momento era uma fórmula que dizia que o volume máximo de contraste a ser usado no exame deveria ser menor que 5 x peso do paciente dividido pela Cr sérica. Ou seja, em um pcte de masculino de 60 anos, 80 kg e Cr de 2 (ClCr de 45, aproximadamente) poderíamos usar 200 mL de contraste. A maioria dos médicos não usava tal fórmula na prática porque achava que este volume era demasiadamente elevado.

Um novo estudo publicado no jacc usou outro método para calcular o voume máximo que se deve injetar em um procedimento. Resumindo eles dividiam o volume de contraste usado pelo o clearance de creatinina estimado. Se esta relação ficasse <2 – o risco de nefropatia por contraste era bem baixo – em torno de 0,6%. Entre 2 e 3 de relação o risco aumentava ficando bem maior se >3. Assim sendo, o volume de contraste injetado idealmente não deve passar de 2x o ClCr segundo o estudo.

Para o mesmo pcte que citamos acima ficaríamos então com um volume máximo de 90 mL por exame.

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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