Arritmia

Novo Guideline de Fibrilação Atrial – AHA 2014

 

Fibrilação Atrial

 

O ultimo guideline de Fibrilação atrial foi publicado em 2006 e agora em 2014 recebeu uma nova atualização .

 

Fibrilação Atrial- Definições

FA paroxística

  • FA que termina espontâneamente ou em até 7 dias após intervenções ;
  • Episódios podem ocorrer com frequencia variada.

FA persistente

  • FA contínua e sustentada po > 7 dias.

FA persistente de longa duração

  • FA contínua por > 12 meses.

FA permanente

  • FA permanente é usada quando houve decisão conjunta por parte do médico e do paciente para cessar as tentativas de restaurar e ou manter o ritmo sinusal.
  • Aceitação de AF pode mudar à medida que os sintomas, a eficácia de intervenções terapêuticas, e paciente e preferências do clínico evoluir.

FA não Valvar

  • FA na ausência de Estenose mitral reumática , próteses mecânicas ou biológicas, ou plástica mitral.

 

  • O CHA2DS2-VASc é o escore recomendado para avaliação do risco de eventos trombembólicos (B); O risco de eventos tromboembólicos devem ser avaliados independente da apresentação da FA ( permanente, persistente ou paroxística)
  • A Varfarina é o anticoagulante oral (ACO) recomendado para utilização em portadores de próteses valvares mecânicas com alvo de INR entre 2,0 -3,0 ( aórtica) e 2,5 -3,5 ( mitral). NÃO UTILIZAR NOVOS ANTICOAGULANTES EM PRÓTESES METÁLICAS.
  • Pacientes com FA NÃO VALVAR , portadores de história de AVC , AIT ou CHA2DS2-VASc ? 2 indica anticoagulação oral . Opções: Varfarina (Ia), Dabigatran (Ib) , Rivaroxaban (Ib) e Apixaban(Ib).
  • Os novos anticoaculantes (Dabigatran , Rivaroxaban e Apixaban) são especialmente úteis naqueles paciente portadores de FA NÃO VALVAR que não conseguem manter o INR terapêutico adequadamente.
  • Pacientes com CHA2DS2-VASc = 0 é razoável não iniciar ACO (IIa)
  • Em pacientes com disfunção renal avançada ( ClCr < 15 ml min) cuja ACO foi indicada, deve-se usar a varfarina (Não utilizar os novos anticoagulantes).
  • Paciente com fibrilação atrial que possuem indicação de angioplastia coronária, é recomendado optar por Stent Não farmacológicos ( BARE Metal) pois possuem necessidade de dupla antiagregação por menos tempo. A ACO pode ser interrompida antes do procedimento com objetivo de reduzir complicações hemorrágicas no sítio de punção arterial. (IIb)
  • Após revascularização miocárdica ( Cirúrgica ou percutânea) em pacientes com FA e CHA2DS2-VASc ?2, é razoável a associação de ACO e clopidogrel 75mg , mas SEM AAS. (IIb)
  • Em pacientes sintomáticos é razoável o Controle restrito de frequência cardíaca com alvo de FC < 80bpm (IIa) .
  • Em pacientes assintomáticos e com função ventricular preservada, o controle mais liberal de FC < 110 bpm pode ser útil ( IIb)
  • Pod-se utilizar Amiodarona venosa para controle de frequência em pacientes em estado crítico.
  • Amiodarona oral pode ser utilizada para controle de frequência cardíaca quando outra medicações não foram eficazes ou são contraindicadas.
  • Em portadores de FA com pré-excitação a  Amiodarona intravenosa , betabloqueadores , bloqueadores de canais de cálcio não dihidropiridinicos e digoxina são contra indicados para controle de frequência cardíaca pois podem aumentar a resposta ventricular e desencadear fibriliação ventricular.

CONTROLE DE RITMO:

  • Lembrar que em portadores de FA ou Flutter com mais de 48h ou de início desconhecido devem utilizar ACO por 3 semanas antes e 4 semanas depois independente do CHA2DS2-VASc e do método utilizado para a Cardioversão ( elétrica ou química).
  • Cardioversão Elétrica (CVE) é recomendada quando FA ou Flutter de alta resposta ventricular não responde prontamente à terapias farmacológicas em que a elevada FC contribui para isquemia miocárdica, hipotensão ou insuficiência cardíaca.
  • A CVE é recomendada em FA com pré excitação onde a taquicardia é responsável pela instabilidade pois a maioria dos medicamentos para controle de FC são contra indicados.
  • Cardioversão química com Propafenona ( "Pill-in-the-pocket") deve-se associar Betabloqueadores ou bloqueadores de canais de cálcio não dihidropiridínico e podem ser utilizados em situações fora do hospital ( a primeira Cardioversão nesta estratégia deve realizada em ambiente monitorado).

 

Referência:

2014 AHA/ACC/HRS Guideline for the Management of Patients With Atrial Fibrillation: Executive Summary: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Practice Guidelines and the Heart Rhythm Society

 

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Sobre o autor

Andre Lima

Andre Lima

Editor do site --
Especialista em Cardiologia pela SBC e InCor/ USP --
Especialista em Ecocardiografia pela SBC e InCor/USP --
Especialista em Terapia Intensiva pela AMIB --

4 comentários

  • Prezado Dr. André.
    Parabéns pela síntese.
    Meu questionamento é a utilização do CHA2DS2-VASC score como preditor de risco tromboembólico e orientador da terapêutica anticoagulante, já que as evidências não demonstram sua superioridade em termos de acurácia em relação ao CHADS score neste cenário.

  • qual a opção para paciente portador de fa com indicação de anticoagulação e q evolui com avc hemorragico a longoa prazo? reiniciar a anticoagulação quando? indicar ” de cara”
    a oclusao do apendice? obrigada.

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