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Novo guideline europeu de valvopatias – parte 1

– Pctes que já apresentaram sintomas no passado mas que no momento estão assintomáticos devem ser manejados como pctes sintomáticos. Como assim? É frequente vermos pctes que chegam à emergência com quadro de insuficiência cardíaca de etiologia valvar. Após o uso de medicações (diuréticos, vasodilatadores, dieta hipossódica, etc) estes pctes ficam assintomáticos e pode haver uma tendência a mantê-los em tratamento conservador. Contudo, nestes casos – uma vez sintomático – tratar como tal. Não ficar esperando outra descompensação para intervir.

– O ecocardiograma é o principal exame complementar para definir a gravidade e a conduta nas valvopatias

– As dimensões das cavidades cardíacas devem ser indexada para a superfície corporal do pcte. Isto é especialmente importante para pctes com pequena superfície corporal. Como assim? diâmetro diastólico de VE de 52 mm pode ser normal para uma mulher de 1,70 pesando 75 kg mas já é aumentado para uma senhora de 1,50 pesando 45 kg. Isso é importante porque sabemos, por exemplo, que é muito raro encontrar um pcte com insuficiência mitral ou aórtica crônica importante com diâmetro de VE normal.

– Em pctes muito obesos (IMC >40) deve-se evitar a indexação das medidas pela superfície corporal.

– Em pctes com valvopatias – é sempre interessante que a pressão sistólica em artéria pulmonar (PSAP) e a função do ventrículo direito sejam citadas no laudo do eco

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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