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Parte 2: Medida automática de Pressão Arterial. Como Orientar o método?

Como discutido no artigo anterior a medida indireta automática da pressão arterial está ganhando espaço, e o conhecimento deste método é de suma importância para podermos orientar os nossos pacientes de forma mais consciente.

A medida automática/ semiautomática de PA consta nas VI diretrizes brasileiras de hipertensão arterial e V Diretrizes Brasileiras de Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e III Diretrizes Brasileiras de Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) o que fornece evidências para sua indicação.

Atualmente apenas o método oscilométrico com manguito no braço está recomendado. Portanto os aparelhos de pulsos, mesmo que validados por órgãos internacionais e pela sociedade brasileira de cardiologia e hipertensão arterial ainda não tem embasamento pelas diretrizes.

Dentre as recomendações de diagnósticos e seguimento da hipertensão  que utilizam o método automático / semiautomático, as diretrizes brasileiras utilizam as seguites denominações :

  • Automedida de Pressão Arterial ( AMPA): E realizada de maneira não sistemática pelo paciente ou por familiares , não profissionais de saúde e fora do consultório. Tem a vantagem de fornecer uma estimativa real da PA tendo em vista que as aferições ocorrem no ambiente em que o paciente passa a maior parte do dia. E recomendado a utilização de aparelhos automáticos e semiautomáticos.  Na suspeita de Hipertensão do avental branco e Hipertensão mascarada, deve-se solicitar um MAPA ou MRPA. Valores superiores a 130×85 mmHg são considerados alterados.

 

  • Monitorização Residencial  da Pressão Arterial (MRPA): E o registro da PA realizada pelo paciente ou outra pessoa capacitada, durante a vigília, e por um longo período,  no domicílio ou no trabalho, com aparelhos validados e calibrados e seguindo protocolos. A diferença com a AMPA é que esta não é sistematizada enquanto que na MRPA deve-se seguir um protocolo de horário e numero de medidas pré-estabelecidos. Fornece o diagnóstico de hipertensão do avental branco e Hipertensão mascarada Medidas acima de 130×85 mmHg são considerados anormais.

Agora que sabemos que se pode indicar a medida com aparelhos automáticos / semiautomáticos de braço, devemos saber como recomendar.

Os aparelhos automáticos e semiautomáticos devem preferencialmente utilizar a técnica  oscilométrica como mencionado acima, serem digitais,  e possuírem certificados de validação emitidos por entidades  utilizam protocolos acreditados internacionalmente pela AAMI (Association for the Advancement of MedicalInstrumentation) e BHS (British Hypertension Society).

Para a recomendação das marcas e modelos dos aparelhos, recomenda-se verificar os seguintes sites:

http://www.dableducational.org/sphygmomanometers/devices_2_sbpm.html

http://www.bhsoc.org/bp_monitors/automatic.stm

Obs1: Todos os aparelhos além de validados, devem ser avaliados quanto a calibração  1 vez ao ano pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade – RBMLQ (IPEMs – Institutos de Pesos e Medidas Estaduais) ou em local designado pelo Inmetro  ( http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/esfigmo2.asp )

OBS 2: Lembrar de observar se o aparelho é validado para situações especiais como idoso, gestantes, crianças , obesos, e em vigência de arritmias.

 No proximo tópico discutiremos a técnica da aferição.

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Sobre o autor

Andre Lima

Andre Lima

Editor do site --
Especialista em Cardiologia pela SBC e InCor/ USP --
Especialista em Ecocardiografia pela SBC e InCor/USP --
Especialista em Terapia Intensiva pela AMIB --

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