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Principais Atualizações da Diretriz de Reanimação Cardiopulmonar de 2015 – O que realmente mudou na PCR do adulto?

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Texto: Dr Alexandre Matos Soeiro

De uma maneira geral foram poucas as mudanças significativas que ocorreram nessa nova diretriz publicada hoje pela American Heart Association. Abaixo, são listadas as principais:

– Os elos de salvamento foram modificados, sendo que o atendimento de pacientes em ambiente extra-hospitalar apresenta cadeia de sobrevivência diferente do intra-hospitalar. O primeiro elo do atendimento intra-hospitalar diz respeito à “Vigilância e prevenção”, algo não incluído no extra-hospitalar, que se mantém idem ao de 2010.

– Preferencialmente os serviços de saúde devem incorporar os “Times de resposta/atendimento rápido”, principalmente os hospitais gerais.

– No BLS, socorristas leigos e sem treinamento devem fazer apenas compressões até que chegue o suporte avançado. Já os socorristas leigos e com treinamento e os profissionais de saúde devem fazer a sequência C-A-B habitual.

– A frequência das compressões torácicas deve ficar entre 100 e 120/ min.

– A profundidade das compressões deve ser entre 5 e 6 cm.

– Em pacientes com uso prévio de opióides conhecido ou suspeito, que apresentam respiração anormal com pulso, a administração de naloxone intranasal ou intramuscular está indicada. Seu uso pode ser realizado inclusive durante a PCR.

– Os profissionais de saúde devem avaliar o pulso e a presença de respiração de maneira simultânea.

– A sequência do BLS pode ser vista neste link.

– Não se recomenda de rotina o uso de dispositivos de limiares de impedância durante a RCP.

– Dispositivos mecânicos de compressão podem ser usados, preferencialmente em situações especiais (poucos atendentes, ambulância em movimento, sala de hemodinâmica, etc).

– O uso de suporte circulatório invasivo durante a PCR pode ser indicado, se disponível, em pacientes com causas potencialmente reversíveis e quando houver prolongamento da PCR.

– O uso da vasopressina foi eliminado do ACLS.

– A epinefrina pode ser administrada no primeiro ciclo quando for AESP/Assistolia.

– Esteróides podem conferir algum benefício quando aplicados junto à adrenalina na PCR intra-hospitalar. No entanto, seu uso não deve ser rotineiro.

– A incapacidade de obter ETCO2 expirado após 20 minutos de compressão maior que 10 mmHg é um sinal de fracasso na reanimação e baixa possibilidade de retorno à circulação espontânea. No entanto, os esforços não devem ser abandonados somente por esse fator.

– Em pacientes que apresentaram PCR em FV/TV, o uso de B-bloqueadores VO ou EV deve ser iniciado assim que possível.

  • A sequência de atendimento do ACLS pode ser vista neste link.

– CATE deve ser realizado de emergência em todos os pacientes com supradesnível de ST pós-PCR e em todos aqueles nos quais se desconfie de causa cardíaca, independente de estarem ou não em coma.

– Todos os pacientes pós-PCR devem manter a temperatura entre 32 e 36OC por pelo menos 24 horas.

– Não é mais recomendado o resfriamento corpóreo extra-hospitalar.

– Deve-se evitar febre mesmo após as 24 horas iniciais.

– Manter no pós-PCR PAS > 90 mmHg e PAM > 65 mmHg.

– O período mínimo para avaliar prognóstico pós-PCR é de 72 horas, mas pode ser ainda maior se o paciente usou algum tipo de sedativo.

Referência: AHA Guidelines 2015.

 

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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