Coronariopatia

Prinzmetal – mito ou realidade?

Paciente de 47 anos, fumante, foi admitido no PS do Incor devido a quadro de dor precordial típica prolongada em repouso, não apresentando alterações de marcadores de necrose miocárdica ou de ECG. Na admissão, apresentava-se assintomático e sem alterações de exame clínico. Negava uso de drogas ilícitas. Subsequentemente foi estratificado com cateterismo o qual mostrou artérias coronárias sem lesões. Recebeu alta do PS com encaminhamento para o ambulatório.

Após 1 semana o paciente voltou a apresentar dor típica em repouso e pouco antes de chegar ao PS apresentou PCR em FV. Após reversão da arritmia, o ecg revelava supra de ST evidente em parede inferior. Levado para cate de emergência que revelou:

Após o uso de tridil intra-coronariano, observou-se o seguinte:

Confirmado o diagnóstico de vasoespasmo coronariano. Paciente evoluiu bem, recuperando sem déficits neurológicos.

A angina de Prinzmetal foi descrita pela primeira vez na década de 30. É caracterizada por episódios de dor precordial típica, geralmente em repouso, acompanhados de supra de ST. O mecanismo causal é o vasoespasmo de artérias epicárdicas. Os pacientes costumam ser jovens, sem fatores de risco com excessão do tabagismo. Os episódios frequentemente ocorrem durante a noite/madrugada. O tratamento baseia-se principalmente no uso de antagonistas dos canais de cálcio e de nitrato, os quais previnem a ocorrência de novos episódios de vasoespasmo.

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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