ECG

Quais as alterações eletrocardiográficas que surgem na hipercalemia?

Eduardo Lapa
Escrito por Eduardo Lapa

(Figura e texto retirados do nosso Manual de Eletrocardiografia Cardiopapers – lançamento no Congresso da Socesp 2017 – não percam!)

  • As alterações eletrocardiográficas costumam aparecer a partir de níveis de potássio de 6,0 – 6,5 mEq/L.

  • Surgem alterações sequenciais na repolarização e despolarização, conforme elevam-se os níveis de potássio: (Figura 23.1)

    Primeira fase – Onda T: eleva-se em amplitude e perde-se a assimetria. Por essa característica, é comumente chamada de onda T em tenda (base estreita e apiculada);
    Segunda fase – Onda P e PR: em sequência, alarga-se o intervalo PR e a onda P começa a reduzir de amplitude até finalmente ficar imperceptível, muitas vezes impossibilitando a identificação da origem do estímulo pelo ECG, apesar de ainda ser sinusal.

    Terceira fase – Complexo QRS: em níveis mais elevados de potássio temos o progressivo alargamento do complexo QRS e redução de sua amplitude. Nesse momento tem-se a sensação de que o ECG está sendo esticado conforme o potássio aumenta.

    Última fase – Arritmias letais: aumentos progressivos do potássio sem tratamento tendem a induzir arritmias malignas, como a fibrilação ventricular.

    Resumindo:

Publicidade

Deixe um comentário

Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

Deixe uma resposta

Seja parceiro do Cardiopapers. Conheça os pacotes de anuncios e divulgações em nosso MídiaKit.

Anunciar no site
%d blogueiros gostam disto: