Hipertensão arterial sistêmica

Quais as consequências do envelhecimento sobre a pressão arterial?

Eduardo Lapa
Escrito por Eduardo Lapa

Com o envelhecimento há progressivo enrijecimento das paredes da aorta devido à deposição de colágeno. Além disso, há degradação da elastina a qual deixa o vaso menos complacente. O aumento da rigidez da aorta leva à elevação da pressão arterial sistólica. Em sentido contrário, a pressão diastólica tende a diminuir com o passar dos anos. Desta forma, a pressão de pulso (diferença entre PAS e PAD) aumenta em pacientes idosos.
Dica: quanto maior a pressão de pulso, maior o risco cardiovascular do paciente (ver detalhes neste post)
A mudança na PAS e na PAD leva a uma outra série de consequências. A perfusão coronariana depende da PAD. Quanto menor esta, menor a perfusão das coronárias. Ou seja, a queda progressiva da PAD aumenta a predisposição do indivíduo à isquemia miocárdica. Já o aumento da PAS eleva a pós-carga do VE, o que faz com que o miocárdio precise consumir ainda mais oxigênio durante as contrações. O aumento crônico da pós-carga também leva a hipertrofia de ventrículo esquerdo, que além de ser um marcador independente de mortalidade, eleva ainda mais o consumo de O2 pelo músculo cardíaco.
Mas e aí? O que fazer então com esses pacientes? Já há extensa literatura mostrando os benefícios do tratamento agressivo da HAS em pacientes obesos (acessar este post). Mas não há risco de baixar demais a pressão diastólica nestes pacientes? O conceito de curva J já foi discutida em outro post mas ainda não apresenta um consenso entre os especialistas.

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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