Miscelânia

Qual a melhor estratégia de antiagregação após AIT ou AVC não-cardioembólico?

Estudos recentes sugerem que o uso de dupla terapia antiplaquetária seria superior à monoterapia para prevenção de eventos em pacientes com AIT ou AVC isquêmico não cardioembólico. Para avaliar melhor essa questão, foi realizada uma metanálise de 14 estudos randomizados, incluindo 9.012 pacientes.

Nessa metanálise, a dupla anti-agregação plaquetária se associou com menor risco de recorrência de AVC (RR 0,69 – p < 0,001) e redução na taxa de eventos compostos (RR 0,71 – p < 0,001) quando comparados à monoterapia. Eventos compostos considerados foram: AVC, AIT, síndrome coronariana aguda e mortalidade por todas as causas.

Em relação à segurança, não houve diferença significativa em sangramento maior.

Sugere assim que a dupla anti-agregação plaquetária seria superior à monoterapia e relação à recorrência de AVC ou eventos vasculares compostos, sem aumento significativo de sangramento maior.

Mas, por ser uma metanálise, existem algumas limitações – foram utilizados diferentes antiagregantes para terapia dupla, o tempo de antiagregação foi diferente entre os estudos, assim como o ínicio do tratamento e a gravidade dos pacientes.

Assim, aguardamos novos estudos para determinar qual é a melhor combinação de antiagregantes e a duração ideal de tratamento para esse perfil de pacientes.

Referência: Wong KSL et al. Early Dual Versus Mono Antiplatelet Therapy for Acute Non-Cardioembolic Ischemic Stroke or Transient Ischemic Attack. An Updated Systematic Review and Meta-Analysis. Circulation 2013;128:1656-1666.

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Sobre o autor

Fernando Figuinha

Fernando Figuinha

Especialista em Cardiologia pelo InCor/ FMUSP
Médico cardiologista do Hospital Miguel Soeiro - Unimed Sorocaba.
Presidente - SOCESP Regional Sorocaba.

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