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Radioterapia x coração: o que o cardiologista precisa saber? Parte 3

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Para ver as primeiras duas partes deste assunto, clique aqui e aqui.

VALVAR

A radioterapia (RT) pode cursar com processo inflamatório e retração da base das valvas com espessamento fibrótico, retração valvar e calcificação tardia. Cerca de 40% dos pacientes que fizeram RT após 10 anos desenvolvem algum grau de valvulopatia.

DIST. DE SISTEMA DE CONDUCAO

O distúrbio de condução do ramo direito é mais frequente que do lado esquerdo. Há uma elevada incidência de degeneração precoce do sistema de condução e necessidade de implante de marca-passo. Outra alteração frequente que pode-se constatar ao Holter é a presença de perda de variabilidade da frequência cardíaca e do ritmo circadiano.  Há elevada prevalência de disautonomia nestes pacientes.

CARDIOPROTEÇÃO:

Para pacientes que serão submetidas à radioterapia podemos destacar medidas de prevenção:

  1. IMRT – modular a dose de radiação conforme a impedância do toráx
  2. Moderada inspiração profunda
  3. Posição prona – especialmente ao fazer radioterapia em linfonodos axilares.

Nos pacientes que foram submetidos previamente a RT é crucial estabelecer fatores preditivos e estabelecer uma programação de longo prazo. Este grupo de pacientes não necessariamente precisa repetir exames de imagem anualmente.Recomenda-se que nos pacientes onde a janela acústica não for muito boa que se use eco contrastado com microbolhas, avaliação do Strain e se necessário avaliação morfológica com Ressonância de coração.

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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