Miscelânia

Ramipril para doença arterial periférica?

Estudo publicado recentemente no JAMA avaliou o efeito do ramipril em tempo de caminhada e qualidade de vida, quando utilizados em pacientes com doença arterial periférica e claudicação intermitente.

Foi um estudo randomizado placebo-controlado, que avaliou 212 pacientes, com idade média de 65 anos.

Após 6 meses de tratamento com ramipril 10mg/d, esses pacientes conseguiram caminhar por maiores distâncias sem dor (em média 4,3 minutos a mais) e por maiores distâncias na esteira (em média 184m a mais, com velocidade e inclinação fixa – 3,2km/h e 12% de inclinação), quando comparados com o grupo placebo.

Em relação aos efeitos colaterais, 9 pacientes do grupo ramipril apresentaram tontura, contra 3 do grupo placebo. 7 pacientes do grupo ramipril apresentaram tosse seca persistente e suspenderam a droga.

Esses resultados foram mais expressivos do que os dos estudos com as outras 2 drogas aprovadas para esse fim (pentoxifilina e cilostazol). O futuro do ramipril para uso com esse fim parece ser promissor. Apesar disso, novos estudos precisam ser realizados para confirmar esse achado, e precisamos saber se podemos generalizar esse benefícios para outras populações.

Referência: Ahimastos AA, Walker PJ, Askew C, et al. Effect of ramipril on walking times and quality of life among patients with peripheral artery disease and intermittent claudication: A randomized controlled trial. JAMA 2013; 309:453-460.

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Sobre o autor

Fernando Figuinha

Fernando Figuinha

Especialista em Cardiologia pelo InCor/ FMUSP
Médico cardiologista do Hospital Miguel Soeiro - Unimed Sorocaba.
Presidente - SOCESP Regional Sorocaba.

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