Coronariopatia

Tirofiban. Como ajustar para Função Renal?

Algumas vezes nos plantões de cardiologia tive necessidade de iniciar tirofiban ( inibidor da glicoproteina IIb/IIIa) ainda na sala de emergência ou na unidade Coronariana e as informações quanto a posologia  não está tão clara na internet. A situação piora ainda nos casos em que é necessário o ajuste para a função renal.

Neste artigo, comentaremos a respeito da diluição e ajuste para a função renal desta medicação no contexto de sindrome coronariana aguda sem entrarmos no mérito em outras situações ou se devemos utilizá-la  ainda no PS ou na sala de hemodinâmica.

#APRESENTAÇÕES:

AGGRASTAT® em 50ml de solução concentrada (0,25mg/ml)

#DILUIÇÂO: Tirofiban 50ml (0,25mg/ml) + Soro fisiológico 0,9% 200ml  em Bomba de infusão contínua ( concentração final de 50 microgramas / ml da solução)

#POSOLOGIA: Angina instável ou Infarto do Miocárdio sem elevação do segmento ST: AGGRASTAT® deve ser administrado por via intravenosa, em combinação com heparina, na velocidade de infusão inicial de 0,4 microgramas/kg/min durante 30 minutos. Ao término da infusão inicial de AGGRASTAT®, deve- se continuar a infusão de manutenção na velocidade de 0,1 microgramas/kg/min.

A tabela abaixo serve de guia para administração da medicação. Lembramos que o cálculo exato conforme orientações acima fornecerá uma velocidade de infusão mais exata.

TABELA GUIA PARA DOSE E AJUSTE CONFORME PESO E FUNÇÂO RENAL – SCA

 Fonte da tabela indicada no fim do artigo (site espanhol da MSD)

#DURAÇÂO DE TRATAMENTO:

– Recomenda-se a utilização nos casos de Angina instável de alto risco e IAM sem supra de ST entre 48 horas até 108 horas. Nos casos de angioplastia deve ser mantido de 12 a 24 horas após o procedimento.

#FONTE:

Merck Sharp & Dohme

www.bulas.med.br

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Sobre o autor

Andre Lima

Andre Lima

Editor do site --
Especialista em Cardiologia pela SBC e InCor/ USP --
Especialista em Ecocardiografia pela SBC e InCor/USP --
Especialista em Terapia Intensiva pela AMIB --

1 comentário

  • André,
    lembrar que a dose que você mencionou é a utilizada para os casos que se inicia a medicação antes do cateterismo (forma upstream). Nos casos em que se inicia a medicação na sala de hemodinâmica, quando se decide realizar ATC, a dose inicial é bem maior até para atingir logo nível sérico e deixar o pcte protegido o mais rápido possível. Seria interessante colocar depois esta outra tabela – apesar de que geralmente quem a utiliza é o hemodinamicista e não o cardiologista clínica.

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