ECG

Desafio de ECG.

Pedro Veronese
Escrito por Pedro Veronese

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Resposta abaixo

Resposta: taquicardia atrial

O ECG acima mostra uma taquicardia (FC 170bpm) de QRS estreito (QRS 70ms) com RR regular.

A ausência de onda p + em DI, DII e aVF precedendo o QRS e com morfologia habitual exclui a possibilidade de taquicardia sinusal.

Por se tratar de uma taquicardia de QRS estreito exclui-se também as taquicardias antidrômicas (taquicardias de QRS largo).

As taquicardias por reentrada nodal e atrioventricular ortodrômica são taquicardias cujo o intervalo RP < PR. Em V1 nota-se a presença de ondas p cujo o intervalo PR < RP. Portanto, exclui-se esses diagnósticos também.

Por fim, nota-se em V1 a presença de ondas p com morfologia diferente da onda p sinusal confirmando o diagnóstico de taquicardia atrial 1:1.

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Sobre o autor

Pedro Veronese

Pedro Veronese

Médico Especialista em Çlínica Médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Médico Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC.
Médico Especialista em Arritmia Clínica e Eletrofisiologia pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas - SOBRAC.
Médico do Centro de Arritmias Cardíacas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Médico Doutorando em Cardiologia pelo InCor - FMUSP.
Preceptor da Residência de Clínica Médica do Hospital Estadual de Sapopemba.
Médico Chefe de Plantão do Pronto Socorro Central da Santa Casa de São Paulo.

4 comentários

  • O ECG pode até ser de uma taquicardia atrial, mas não é possível afirmar apenas pelo ECG. O diagnóstico é de uma taquicardia de RP longo onde podemos ter 3 diagnósticos: TA, TRN atípica (fast-slow) e taquicardia de Coumel. Logo vc não pode excluir TRN, nem taquicardia de Coumel Que não deixa de ser uma TRAV ortodromica conduzida por uma via acessória de condução decremental exclusiva. logo pessoal, não podemos fechar assim apenas com ECG.

    • Realmente as taquicardias de QRS estreito cujo o intervalo RP > PR são: taquicardia de Coumel, taquicardia por reentrada nodal incomum e taquicardia atrial. Na taquicardia de Coumel, como a via acessória é de inserção póstero-septal a direita, o ECG mostra ondas p negativas bem visíveis e pronunciadas em DII, DIII, aVF e de V3 a V6, o que não encontramos neste traçado. Na taquicardia por reentrada nodal incomum, devido a ativação caudo-cranial do átrio há também ondas p negativas bem visíveis e pronunciadas na parede inferior. Em nenhuma dessas duas taquicardias, cujos os circuitos estão a direita, há uma onda p + e apiculada em V1 como neste traçado. Desta forma, o diagnóstico de TA esquerda é o mais provável. Obrigado pelos comentários.

  • Merece menção o fato que o diagnóstico diferencial deve ser feito com reentrada nodal incomum (utilizando a via rápida na condução anterograda e a via lenta na retrograda / rápida-lenta). Neste caso o intervalo RP’ também seria maior que o PR. Esta apresentação é pouco observada na prática clínica. No caso apresentado a taquicardia atrial é a hipótese mais provável.

    • Realmente as taquicardias de QRS estreito cujo o intervalo RP > PR são: taquicardia de Coumel, taquicardia por reentrada nodal incomum e taquicardia atrial. Na taquicardia de Coumel, como a via acessória é de inserção póstero-septal a direita, o ECG mostra ondas p negativas bem visíveis e pronunciadas em DII, DIII, aVF e de V3 a V6, o que não encontramos neste traçado. Na taquicardia por reentrada nodal incomum, devido a ativação caudo-cranial do átrio há também ondas p negativas bem visíveis e pronunciadas na parede inferior. Em nenhuma dessas duas taquicardias, cujos os circuitos estão a direita, há uma onda p + e apiculada em V1 como neste traçado. Desta forma, o diagnóstico de TA esquerda é o mais provável. Obrigado pelos comentários.

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