ECG

Desafio de ecg – nível moderado – qual o diagnóstico?

Mulher de 26 anos sem comorbidades chega ao pronto-socorro referindo palpitações.

tv fascicular - andré rezendeOBS: ecg gentilmente cedido pelo Dr André Rezende – eletrofisiologista do Hospital das Clínicas da UFPE e do PROCAPE. 

Para ver a resposta, clique no link abaixo:

Resposta: Taquicardia ventricular fascicular

O ecg mostra uma taquiarritmia de complexo QRS largo (superior a 120 ms). Nestes casos devemos usar algum dos algoritmos clássicos para diferenciar entre arritmia ventricular e supraventricular com aberrância. O mais conhecido é o algoritmo de Brugada.

brugadaFluxograma retirado do Manual de Cardiologia Cardiopapers.

Como a morfologia da arritmia é de bloqueio de ramo direito, identificamos de forma clara que em V6 a onda S tem amplitude superior a onda R o que mostra que se trata de uma TAQUICARDIA VENTRICULAR.

O ecg mostra um padrão de BRD + BDAS (eixo no plano frontal desviado para cima e portanto complexos QRS negativos em derivações inferiores) o que sugere a possibilidade de taquicardia ventricular fascicular.

Dica: TV com padrão de BRD + BDAS – pensar em TV fascicular

Trata-se de arritmia que ocorre em corações estruturalmente normais, ou seja, se fizermos ecocardiograma ou ressonância do paciente os mesmos serão normais. Tal fato é relevante já que comumente TV ocorre em corações estruturalmente doentes como em pctes com cicatriz de infarto prévio ou Doença de Chagas.

Dica: Eco do pcte com TV fascicular – sem alterações

Dica: Este tipo de arritmia responde bem ao uso de bloqueadores de canais de cálcio. 

 

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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