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Diferenças entre BRAs

Recentemente tem sido descritas ações dos diferentes BRAs que decorrem não do bloqueio do receptor AT1, mas sim de suas configurações moleculares. Alguns exemplos:

– Agonismo parcial dos PPAR gama: telmisartana > irbesartana > losartana (metabólito). Seria uma possível explicação para menor ocorrência de novos casos de diabetes mellitus tipo 2 (seria o mesmo local de ação das tiazolidimedionas, como a pioglitazona).

– Inibição da agregação plaquetária e antagonismo da vasoconstrição induzida pelo tromboxano A2: losartana, valsartana, irbesartana.

– Redução do ácido úrico: losartana (por reduzir a reabsorção de urato no túbulo proximal do rim).

Em relação à potência anti-hipertensiva, há evidências que a olmesartana seja o mais potente (semelhante à potência dos demais BRAs associados à hidroclorotiazida 12,5mg e semelhante à potência da amlodipina).

Outra caraterística da olmesartana é que a queda pressórica com o aumento da sua dose é mais expressiva do que com os demais BRAs, que possuem uma curva-dose de resposta mais "rasa".

Referência:  Ribeiro AB. Efeito dos bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (BRAs) decorrente das suas estruturas moleculares: relevância clínica no tratamento da hipertensão arterial? Rev Bras Hipertens 2007 14(3):182-184.

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Sobre o autor

Fernando Figuinha

Fernando Figuinha

Especialista em Cardiologia pelo InCor/ FMUSP
Médico cardiologista do Hospital Miguel Soeiro - Unimed Sorocaba.
Presidente - SOCESP Regional Sorocaba.

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