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Curso básico de eco – como graduar a insuficiência mitral parte 1

Uma das tarefas mais difíceis no eco é a de definir a gravidade das regurgitações valvares. Colocarei alguns tópicos falando sobre os principais conceitos para se fazer isto da maneira mais objetiva possível. Há vários parâmetros para tal fim. O primeiro seria a vena contracta que já comentamos em outro post.

Um segundo é a área ocupada pela regurgitação mitral. Quando maior do que 8 cm2 (alguns autores citam 10 cm2) é sugestivo de IM importante. Vide exemplo abaixo:

Uma terceira forma seria dividir a área do refluxo mitral pela a área do átrio esquerdo. Se esta relação for <0,2 o refluxo é leve. Entre 0,2 e 0,4 – moderado. >0,4 – importante. Exemplo:

A área do refluxo como já havíamos visto na figura anterior é de 13,3 cm2 e a do átrio é de 23,6 cm2. Dividindo-se um pelo outro tempo uma relação de 0,56 – sugestiva de IM importante. 

Nos outros tópicos falaremos de mais alguns parâmetros para graduar a IM. O ideal é que se lance mão de todos estes recursos para no final chegar a um veredito sobre a gravidade da valvopatia.

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Sobre o autor

Eduardo Lapa

Eduardo Lapa

Editor-chefe do site Cardiopapers
Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pela SBC

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