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Profilaxia de TVP/TEP no pcte submetido a cirurgia cardíaca – como fazer?

Os pctes submetidos à cirurgia cardíaca são considerados de forma geral como de risco ao menos moderado de eventos tromboembólicos durante o período perioperatório. Contudo, ao mesmo tempo também são considerados como de alto risco para sangramento secundário ao uso de medidas farmacológicas para previnir TVP/TEP. Neste contexto, como manejar estes pctes? O consenso do ACCP lançado no ano passado fala extensamente sobre as estratégias de profilaxia de TEV (tromboembolismo venoso) em pctes cirúrgicos. Sobre a cirurgia cardíaca, as recomendações são as seguintes:
1- Pctes que evoluem de forma não complicada no pós-operatório – usar métodos mecânicos para profilaxia de TEV. O mais conhecido é a compressão pneumática intermitente

2- Pctes que complicam por algum motivo no pós-operatório e assim ficam internados por período mais prolongado – desde que não possua contra-indicações ao uso de profilaxia medicamentosa – associar HNF ou HBPM à profilaxia mecânica.

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Cardiopata com insuficiência renal aguda – que medidas tomar?

Cada vez mais o cardiologista se depara com pacientes graves com insuficiência renal aguda. Esta muitas vezes é consequência da cardiopatia ou de seu tratamento mas muitas vezes é a causa da descompensação da doença cardíaca. De uma forma ou de outra o cardiologista clínico deve estar habituado com o manejo deste tipo de pcte. Para simplificar as condutas que podem ser tomadas nestes casos, colocamos o mnemônico abaixo:

A diálise fica como recurso final caso as outras medidas não controlem a situação.

Inotrópicos são usados geralmente em pctes com disfunção sistólica de VE ou de VD que exibem sinais de baixo débito (clínicos ou laboratoriais)

O ajuste de medicações para a função renal é fundamental em cardiopatas. Assim, pcte com ICC em uso de digoxina que chega com IRA deve ter ou o digital suspenso ou pelo menos diminuir a dose e dosar a digoxinemia para evitar intoxicação, por exemplo. Da mesma forma, pcte cardiopata e diabético com Cr > 1,5 deve ter a metformina suspensa devido ao risco de acidose láctica pelo antidiabético ser mais elevado em pctes com disfunção renal.

O diurético de alça é a melhor medicação para o controle da hipervolemia em pctes com IRA que ainda apresentam diurese residual

A interrupção de medicações nefrotóxicas ajuda a preservar a função renal. lembrar de AINES, alguns imunossupressores (ex: ciclosporina usada em transplantados), ieca/bra (que não são exatamente nefrotóxicos mas que podem exacerbar a piora da função renal em determinadas situações), etc

A sonda vesical de demora além de tratar situações de ira pós-renal ajuda a monitorizar o débito urinário com precisão em pctes graves

A expansão volêmica é a conduta de escolha nos casos de ira pré-renal.

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Cirurgia de revascularização miocárdica – qual enxerto vascular usar?

Pontos importantes:
- após 10 anos, cerca de 50% dos enxertos de safena estão fechados. Dos que estão abertos, apenas metade está completamente livre de lesões após este período.
- Já a artéria mamária tem taxas de patência de cerca de 90% em 10 anos.
- Por que há uma diferença tão grande de patência entre estes vasos? Provavelmente porque a artéria mamária secreta mediadores como prostaciclina e óxico nítrico os quais são vasodilatadores e inibidores da ação plaquetária.
- Há estudos observacionais que mostram que o uso de mamária esquerda como enxerto para a DA diminui mortalidade a longo prazo. Assim, sempre deve se tentar usar este enxerto.
- Quando não usar mamária esquerda para DA? Basicamente quando houver contra-indicações técnicas:
1- cirurgia de emergência – é mais prático usar o enxerto de safena
2- baixo fluxo pela mamária (por aterosclerose, por exemplo)
3- estenose de artéria subclávia – já que nestes casos pode haver sinais de roubo de fluxo
- E nestes casos em que não se pode usar a mamária esquerda – que enxerto usar para revascularizar a DA? O guideline da AHA de CABG lançado em 2011 recomenda a utilização da mamária direita (recomendação IIa)
- Há trabalhos mostrando benefício no uso das 2 mamárias. Contudo, é necessário cuidado em pctes diabéticos ou com IMC > 30 – alto risco de infecção de esterno no pós-op.
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ATUALIZADO: CFM revoga resolução sobre certificado de atualização

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) revogou, através da Resolução 1.984/2012, a Resolução CFM 1.772/2005, que instituía o Certificado de Atualização Profissional (recertificação) para os portadores de títulos de especialista e certificados de áreas de atuação. Foi também extinta a CNA (Comissão Nacional de Acreditação), responsável pela implementação da recertificação dos títulos de especialista.

A resolução estabelecia que os médicos especialistas com certificados emitidos a partir de 1º de janeiro de 2006 deveriam submeter-se, obrigatoriamente, a cada cinco anos, ao processo de certificação de atualização, sob pena de perder o registro do título de especialista.

O CREMERJ foi a primeira entidade médica a questionar a resolução, por acreditar que ela só viria a onerar os médicos mais jovens e criar óbices aos novos especialistas, além de ser inconstitucional, pois feria o direito adquirido dos médicos especialistas, criando novas regras até então inexistentes.

"O Conselho do Rio sempre foi contra o recertificação, pois a nossa preocupação não é com os médicos que já conseguiram se especializar e sim com os colegas que por qualquer motivo não puderam prosseguir sua formação através da residência médica ou da titulação pelas sociedades. Para estes colegas, o CREMERJ tem organizado, também de forma pioneira, programação permanente de educação médica continuada, suprimindo a lacuna formacional ao difundir os conhecimentos médicos fundamentais para a prática da boa Medicina", ressaltou o conselheiro Paulo Cesar Geraldes.

 

RESOLUÇÃO CFM – http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2012/1984_2012.pdf

 

FONTE: http://www.cremerj.com.br/informes/mostra.php?id=1203

 

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Email da AMIB em relação ao CNA respondendo as nossas dúvidas.

 

De: "CNA" <cna@cna-cap.org.br>
Data: 30 de março de 2012 16:59:26 BRT
Para:
Assunto: RES: Como esta a minha situação

Prezado,

Conforme oficio liberado pelo CFM, ele não faz mais parte da CNA.

A CNA dará continuidade ao processo junto com a AMB. A participação não é
mais OBRIGATÓRIA,
mas a AMB valoriza a atualização, berço cientifico da
medicina brasileira, em conjunto com as suas Sociedades.

O Título de Especialista terá validade indeterminada e a pontuação por ano
passa de 40 pontos para 100 pontos.

Para os médicos que alcançaram a atualização neste primeiro ciclo informamos
que o certificado está sendo confeccionado e será liberado em MAIO.

Att.

CNA
Fabiana

 

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ECG – impregnação digitálica

O ecg acima mostra aspecto sugestivo de impregnação digitálica. Observa-se um infradesnivelamento do segmento ST difuso com aspecto em colher-de-pedreiro. Este achado não indica intoxicação digitálica mas sim um efeito esperado com o uso prolongado da medicação. Da mesma forma o uso crônico de digitais pode causar infradesnivelamento de ST durante o teste ergométrico, diminuindo assim a especificidade deste achado para o diagnóstico de coronariopatia. Nestes casos é interessante realizar-se prova isquêmica associada a algum método de imagem (ex: eco stress ou cintilografia miocárdica).

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ACC 2012 – Cobertura On Line

Para aqueles que desejam se manterem atualizados, a equipe do Cardiosource em português ( Cardiol) traz a cobertura completa do American College of Cardiology 2012 que acontece de 24 a 27 em Chicago.

A equipe é composta pelos seguintes médicos :

Dr. Antônio Bacelar Nunes Filho
Dr. Humberto Graner Moreira
Dr. Henrique Ribeiro
Dra. Mônica Ávila
Dr. Roberto Rocha Giraldez

Vale a pena conferir
 

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Relembrando Conceitos: Cardiomiopatia de Takotsubo

- Cardiomiopatia de Takotsubo também é conhecida como Síndrome do Coração Partido (broken heart syndrome), Cardiomiopatia estresse-induzida, Síndrome do balonamento apical,  e Atordoamento miocárdico neurogênico;

- E caracterizada pela disfunção sistólica transitória da contração apical e / ou segmentos médio do ventrículo esquerdo, simulando IAM , porém na ausência de doença coronária obstrutiva no território correspondente;

- O nome da sindrome é originária do vaso chamado  "Tako-tsubo", que é um vaso que os pescadores japoneses utilizam para pescar polvos, e que se assemelha com a morfologia do ventrículo acometido.

 

- 70-80% dos casos ocorrem em mulheres em pós menopausa submetidas a estresse emocional prolongado,  extra habitual e extremo ou após estresse físico intenso.

- A patogênese não é completamente conhecida e os mecanismos aventados são: Excesso de catecolaminas, espasmo coronariano, e disfunção microvascular.

- O diagnóstico só pode ser estabelecido quando descartado as seguintes situações:

  • Doença coronária obstrutiva ( lesão de tronco de cornária esquerda ou ADA);
  • Síndrome Coronária Aguda (SCA);
  • Miocardite, Pericardite, dissecção de Aorta.

- A paciente se apresenta geralmente com dor torácica simulando SCA, podendo se associar a dispneia, síncope , choque cardiogênico.

- ECG: Supra desnivelamento do ST é a alteração mais comum ( principalmente derivações pré cordiais). Pode se manifestar com onta T negativa profunda, prolongamento do intervalo QT, ondas Q anormais e raramente com ECG normal;

- Os marcadores de necrose miocárdicas são geralmente positivos ( principalmente  troponinas), porém desporpocionais baixas comparadas  ao comprometimento hemodinâmico;

- O diagnóstico :

- O tratamento é baseado no suporte clínico com medidas direcionadas para disfunção miocárdica sistólica ( IECA, B Bloqueadores, diuréticos). AAS está indicado na presença de coronariopatia.

DICAS:

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5 minutos de Fibrilação Ventricular

 

Um video para ilustrar porque as orientações atuais recomendam cada vez mais se preconizar a agilidade na desfibrilação miocárdica.

 

 

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Guia de Bolso de Clínica Médica

Pessoal,

é com muito orgulho que estamos lançando junto com a Atheneu o nosso Guia de Bolso de Clínica Médica. Trata-se de um livro direcionado a estudantes de medicina, residentes de clínica médica e especialistas que lidam com pacientes ambulatoriais. O livro foi escrito por autores que fizeram formação (residência médica ou pós-graduação) na Escola Paulista de Medicina e/ou na USP.  

O livro versa sobre as principais questões que um médico clínico se defronta no dia-a-dia do consultório. Há 2 tipos de capítulos: os que falam sobre o diagnóstico diferencial de um sintoma/sinal (edema, prurido, perda de peso, etc) e os que discutem o manejo das síndromes clínicas mais comuns (hipertensão, DPOC, hipotireoidismo, etc).

Tentamos também abordar temas que muitas vezes são excluídos dos livros de clínica médica como avaliação perioperatória, check-up, tabagismo, entre outros.

Os capítulos contém muitas tabelas para facilitar a compreensão do tema. Exemplo do capítulo de nódulo tireoideano:

Também procuramos colocar um algoritmo ao final dos capítulos para resumir a conduta preconizada. Exemplo:

Ainda, para tentar resumir as conutas colocamos em vários capítulos exemplos de casos clínicos com a prescrição ambulatorial respectiva. 

Os que tiverem interesse podem procurar nas melhores livrarias do ramo ou solicitar o livro online pelo site da Saraiva.

Disponível também em:

Site Americanas.com

Livraria Cultura

Esperamos que gostem,

Eduardo Lapa, Patrícia Gadelha, Fernando Figuinha, Aécio Góis e Larissa Guedes

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Estenose aórtica low gradient/low flow – como interpretar o eco stress?

Já falamos sobre este assunto em outro tópico. Lá foi dito quais os critérios para se classificar uma estenose aórtica em low gradiente/low flow, qual a indicação de eco com dobutamina nesta circusntância entre outras coisas. Este tópico será mais para resumir tudo em um algoritmo.

Apenas resumindo:

Nestes casos a grande dúvida é se temos um caso de estenose aórtica importante que tem o gradiente médio subestimado já que o ventrículo não tem força para contrair direito ou se é uma estenose leve/moderada associada a uma miocardiopatia dilatada. Neste caso a área valvar aórtica estaria subestimada – como o ventrículo não tem força contrátil – a válvula abre pouco durante a sístole. Daí vem o papel do eco com dobuta. Usando doses de até 20 mcg/kg/min o ecocardiografista pode ver o que ocorre com a área valvar e com o gradiente médio. Se EAo importante – a tendência é que a área valvar não aumente com a dobutamina ao contrário do gradiente médio que costuma subir. Já se for uma EAo leve ou moderada associada a um ventrículo ruim por outro motivo que não a valvopatia – ocorre o inverso (aumento da área valvar com gradiente médio pouco alterado).

Lembrar contudo que para que ocorra uma das 2 respostas acima o ventrículo tem que ter o que se chama de reserva contrátil. O que seria isto? É a capacidade do VE aumentar o volume ejetado ao ser submetido ao estímulo inotrópico. Notar que não é aumentar apenas o débito cardíaco. O débito cardíaco é calculado como volume ejetado x frequência cardíaca. Se aumentarmos qualquer um dos dois componentes teremos aumento débito. Assim se o volume ejetado era de 50 mL e a fc de 60 bpm – teríamos uma DC de 3 l/min. Se o volume ejetado com a dobutamina permanece em 50 mL mas a FC sobe para 120 bpm – teremos um DC de 6 L/min. O débito dobrou mas apenas devido a taquicardia. O ventrículo não aumentou em nada o volume ejetado. Isto denota que não há reserva contrátil.

O volume ejetado depende de 2 variáveis – o diâmetro da via de saída do VE (que não altera com a dobutamina) e a velocidade do sangue na via de saída do VE. Caso esta aumente mais do que 20% – o volume ejetado também aumenta >20%. Isto é o que define a reserva contrátil.

Pctes sem reserva contrátil têm péssimo prognóstico, independente da conduta instituída (troca valvar, tratamento clínico para a disfunção de ve, etc).

Resumindo tudo:

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