Desafio de ECG – dificuldade moderada – qual o procedimento realizado pelo paciente?

Paciente admitido no hospital para realizar procedimento. ECG abaixo foi realizado durante a intervenção. Qual o procedimento?

OBS: desconsiderem as alterações de segmento ST (tanto supra quanto infra) uma vez que as mesmas sâo artefatos. 

 FullSizeRender Desafio de ECG   dificuldade moderada   qual o procedimento realizado pelo paciente?Imagem gentilmente cedida pelo Dr André Rezende, eletrofisiologista do Hospital das Clínicas da UFPE e do PROCAPE.

Qual a melhor estratégia para investigar doença coronariana?

logo cp(6) Qual a melhor estratégia para investigar doença coronariana?

Muitos pacientes procuram o consultório do cardiologista com sintomas sugestivos de doença coronariana (DAC).

Atualmente dispomos de várias opções de exames para realizar essa investigação.

Algumas opções visam avaliar a anatomia (como a angiotomografia de coronárias e a cineangiocoronariografia). Outras são testes funcionais, que tem como objetivo avaliar alterações que sugiram a presença de isquemia miocárdica (teste ergométrico, ecocardiograma com estresse, cintilografia miocárdica com estresse – físico ou farmacológico).

Para tentar determinar qual é a melhor opção, foi realizado o estudo PROMISSE.

Foram 10.003 pacientes com sintomas sugestivos de DAC. Comparou teste anatômico (angioTC) vs teste funcional (teste ergométrico, cintilografia com ecocardiograma com estresse).

O desfecho primário foi um composto de morte, IAM, hospitalização por angina instável ou complicação do procedimento – não houve diferença entre os grupos (3,3% angioTC vs 3,0% teste funcional – p não significativo).

O desfecho secundário foi cateterismo sem obstruções e exposição à radiação média. No grupo angioTC coronárias houve menos cateterismo sem obstruções (3,4% vs 4,3% – p 0,02), mas uma exposição média maior à radiação (12mSv vs 10,1mSv – p < 0,001). Lembrando que no grupo funcional, 32,6% pacientes não foram expostos à radiação devido ao exame realizado. (67,3% foram para cintilografia, 22,5% para ecocardiograma com estresse e 10,2% para teste ergométrico – características certamente diferentes da nossa realidade brasileira).

Conclui, assim, que o uso de angioTC coronárias no lugar dos testes funcionais não melhorou desfechos clínicos num seguimento médio de 2 anos.

Referência: Douglas PS, Hoffman U, Patel MR et al. Outcomes of anatomical versus functional testing for coronary artery disease. NEJM 2015.

Vale a pena fazer trombectomia em todos pacientes com IAM com supra de ST?

logo cp(5) Vale a pena fazer trombectomia em todos pacientes com IAM com supra de ST?

Durante a angioplastia primária, a trombectomia manual pode reduzir a embolização distal e por isso melhorar a perfusão microvascular.

Estudos pequenos indicavam que a trombectomia poderia melhorar desfechos, mas estudos maiores apresentavam resultados conflitantes.

Para responder essa questão foi realizado o estudo TOTAL.

Foram 10.732 pacientes com IAM com supra de ST.

O desfecho primário foi um composto de: morte cardiovascular + IAM recorrente + choque cardiogênico + insuficiência cardíaca NYHA CF IV em até 180 dias.

Não houve diferença entre os grupos. O grupo que fez trombectomia apresentou 6,9% de eventos vs 7,0% (p ns).

Esses achados foram semelhantes aos estudos anteriores TASTE e INFUSE-AMI.

Em relação ao desfecho de segurança, AVC ocorreu em 0,7% vs 0,3% dos pacientes no grupo que fez angioplastia isolada (HR 2,06, p 0,02).

Conclui, assim, que em pacientes com IAM com supra de ST, o uso rotineiro de trombectomia manual não reduz desfechos cardiovasculares e pode estar associado a uma maior taxa de AVC.


Referência: Jolly SS, Cairns JÁ, Yusuf S et al. Randomized Trial of Primary PCI with or without Routine Manual Thrombectomy. N Eng J Med. DOI: 10.1056/NEJMoa1415098.

PARTNER Coorte A – resultado de 5 anos de seguimento

Edwards SAPIEN Transcatheter Heart Valve PARTNER Coorte A – resultado de 5 anos de seguimento

Os resultados de 5 anos de seguimento do estudo PARTNER coorte A mostraram que o implante percutâneo de valva aórtica (TAVR) em pacientes com estenose aórtica de alto risco cirúrgico tiveram desfechos clínicos similares à troca valvar aórtica convencional.

Os paciente da coorte A eram pacientes que possuíam alto risco cirúrgico, definido por um escore STS > 10 ou mortalidade prevista em 30 dias > 15%. Lembrando que houve também o estudo com a coorte B, que foi feito com pacientes que não tinham condições de serem submetidos à cirurgia (mortalidade em 30 dias > 50%) – checar este link.

No PARTNER coorte A, a mortalidade foi de 67,8% no grupo TAVR e 62,4% no grupo cirúrgico (p não significativo).

Em relação às taxas de AVC, houve um aumento inicial no grupo TAVR. Em 2 anos, essas taxas começaram a convergir, e não houve diferença entre os 2 grupos após 5 anos de seguimento.

Não houve também sinais de deteriorização da estrutura valvar. Apesar disso, a taxa de leak paravalvar foi maior no grupo TAVR. Insuficiência aórtica moderada a grave foi documentada em 14% dos pacientes do grupo TAVR e em 1% no grupo cirúrgico. E o leak paravalvar está associado a uma maior mortalidade.

O estudo foi feito com as próteses de 1ª geração Sapien (Edwards Lifesciences).

Esse resultado coloca em xeque a indicação de troca valvar cirúrgica como tratamento padrão para pacientes com estenose aórtica de alto risco cirúrgico.

Referência: Mack MJ, Leon MB, Smith CR, et al. Five-year outcomes of transcatheter aortic valve replacement or surgical valve replacement for high surgical risk patients with aortic stenosis (PARTNER 1): A randomized controlled trial. Lancet 2015; DOI:S0140-6736(15)60308-7

Curso Nacional em Emergências Cardiológicas ( Sorteio de inscrições)

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