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IAM inferior – como saber qual a coronária acometida?

Qual a artéria acometida? Quais critérios podem ser usados para definir isto?

Para saber a coronária acometida em casos de IAM inferior podemos usar o seguinte algoritmo:

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ECG – impregnação digitálica

O ecg acima mostra aspecto sugestivo de impregnação digitálica. Observa-se um infradesnivelamento do segmento ST difuso com aspecto em colher-de-pedreiro. Este achado não indica intoxicação digitálica mas sim um efeito esperado com o uso prolongado da medicação. Da mesma forma o uso crônico de digitais pode causar infradesnivelamento de ST durante o teste ergométrico, diminuindo assim a especificidade deste achado para o diagnóstico de coronariopatia. Nestes casos é interessante realizar-se prova isquêmica associada a algum método de imagem (ex: eco stress ou cintilografia miocárdica).

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Desafio diagnóstico – qual a arritmia?

Ecg enviado pelo Dr Isaac Heuer. Resposta em breve.

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ECG na Pericardite Aguda

 

A pericardite aguda é a patologia mais comum do pericárdio que apesar de ser eletricamente inativo, a pericardite pode cursar com alterações no ECG  pela inflamação do epicárdio ( sem caracterizar miopericardite).

Na investigação da dor torácica secundária a pericardite, o ECG é a principal ferramenta diagnóstica e suas alterações serão aqui discutidas.

As alterações características ocorrem nas seguintes fases:

 

Estágios

Alterações no ECG

  • Estágio I ( primeiras horas a dias)

 Elevações difusas do Segmento ST ( tipicamente concavidade para cima); Ondas T concordantes com desnivelamento do Seg ST; Depressão de ST em V1 ou aVR; Infra desnivelamento do segmento PR ( principalmente em V5 e V6 associado a elevação do segmento PR em aVR; ausência de desnivelamento de seg St recíprocos (imagem em espelho)

  • Estágio II ( dias a várias semanas)

Normalização do segmento ST e PR; achatamento da  onda T

  • Estágio III ( final da sgunda / terceira semana)

Inversão difusas de Onda T, geralmente após o segmento ST ter normalizado

  • Estágio IV ( pode durar até 3 meses)

Normalização do ECG ou persistência de Onda T negativa.

 

 DICAS: 

  • Geralmente o paciente está taquicárdico nos portadores de Pericardite Aguda.
  • Desnivelamento Segmento PR: Deve ser avaliado do final da onda P e início do QRS e reflete o acometimento atrial. Geralmente o Desvio é oposto ao desnivelamento do segmento ST;

  • Desnivelamento do Segmento ST: Geralmente é caracterizado Supra desnivelamento difuso do segmento ST enquanto no IAM o desnivelamento respeita paredes e existe imagem em espelho. Raramente o supra desnivelamento na Pericardite aguda é > 5 mm e a concavidade geralmente é para cima.

Lembrar de IAM quando está associado a onda Q ou aumento do intervalo QT .

  • Inversão de Onda T: Lembrar que na pericardite aguda,  geralmente ocorre  inversão de onda T quando o segmento ST normalizou. Na presença de Onda T invertida na vigência de Desnivelamento do segmento ST concomitante, conderar a possibilidade de IAM.
     
  • Diagnóstico diferencial com Repolarização precoce:  

Na pericardite aguda o supra desnivelamento ocorre tanto em derivações periféricas como precordiais enquanto na repolarização precoce geralmente limita-se as precordiais, principalmente V3-V6.  Outra característica fortemente associada a pericardite é o infra de PR.

A relação Elevação do ST  / amplitude de onda R > 0,25 em V6 sugere pericardite aguda,

 

Diagnóstico Diferencial associado a Pericardite Aguda

ECG

Pericardite Aguda

IAM

Repolarização Precoce

Morfologia do Sg ST

Concavidade para Cima

Convexo para cima

Concavidade para cima

Ondas Q

Ausentes

Presentes

Ausentes

Alterações do Seg St em espelho

Ausentes

Presentes

Ausentes

Localização do desnivelamento seg ST

Derivações periféricas e precordiais

Parede envolvida com IAM

Derivações Precordiais

Relação ST/T

>0,25

Não se aplica

<0,25

Infra -desnivelamento do Segmento PR

Presente

Ausente

Ausente

 

 

 

 

 

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QRS Largo no Holter: Como Diferenciar Aberrância X Ectopia Ventricular

Quando nos deparamos com  batimentos de QRS largo sempre devemos levantar as hipóteses de Ectopia ventricular, batimento supraventricular com aberrância de condução , pré- excitação e  batimentos ventriculares estimulados por marcapasso. Neste artigo discutiremos o diagnóstico diferencial das 2 principais entidades, ectopia ventricular x Aberrância de condução.

Lembramos que quando estamos diante de um traçado de Holter, essa diferenciação se torna difícil tendo em vista que na gravação geralmente dispomos apenas de 3 derivações .  Portanto é extremamente importante que o cardiologista que analisa o holter  saiba a correspondência das derivações do Holter com o ECG convencional.

Apesar da limitação de apenas 3 traçados o holter, em contra partida, fornece a vantagem ao ECG convencional de registrar um grande número de eventos  facilitando a análise minuciosa de sua características e sua relação com os batimento normais.

Abaixo disponibilizamos uma tabela para facilitar esta diferenciação.

 

 

Batimento SV com Aberrância

Ectopia Ventricular

  • Presença de onda P antes do QRS
  • QRS Largos que estreitam após alguns batimentos.
  • Batimento semelhante em outro local do exame com diagnóstico de Supra ventricular
  • Prematuridade mínima
  • Morfologia de BRD
  • Valores Iniciais ( Primeiros 40ms) “concordantes”.
  • Presença de onda P depois do QRS
  • Batimentos de fusão e captura
  • Batimento semelhante em outro local do exame com diagnóstico de V
  • Batimentos tardios
  • Batimentos Interpolados
  • QRS diferente do basal em presença de bloqueio de ramo prévio
  • Vetores iniciais ( primeiros 40 ms) “discordantes”
  • Início do QRS até o nadir da onda S ≥
  • 0,10 s,
  • Presença de entalhes no início dos complexos

 

 

Referências  e traçados com exemplos:

http://www.cardios.com.br/Jornais/jornal-45/ectopiaxaberrancia.pdf

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Série Teste Ergométrico – Interrupção do teste

O médico executante deverá decidir quanto à interrupção ou não do esforço, ponderando riscos e benefícios.

Na tabela a seguir estão listados os critérios relativos para sugerir o término do exercício.

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Desafio ECG (Sutil): Mal estar inespecífico

Mulher, 75 anos, hipertensa,  admitida no pronto socorro com queixa de mal estar inespecífico e palpitações episódicas.

Antecedendes Pessoais:

Hipertensão Arterial Sistêmica

Ablação de FA há 1 ano.

Qual a alteração encontrada no ECG.

CLIQUE NO ECG PARA AMPLIAR

RESPOSTA DO DESAFIO

Resposta: Taquicardia atrial com condução AV 2:1

O interessante do ECG é o diagnóstico diferencial com o ritmo sinusal. A freqüência cardíaca é normal (em torno de 90bpm) e as ondas P, demonstrando a presença da taquicardia atrial, são mais nítidas apenas nas derivações V1 e V2; Em V5 e V6 a impressão é que estamos diante do ritmo sinusal. Numa análise rápida do eletrocardiograma detalhes como estes podem não ser notados e o diagnóstico pode ser equivocado.

 

ECG Prévio da paciente em ritmo SInusal ( períoro após ablação):

O número de pacientes submetidos à ablação por cateter da fibrilação atrial vem crescendo nos últimos anos, a taquicardia atrial após ablação da FA pode ocorrer em até 20% a 30% dos casos, principalmente nos primeiros três meses após a ablação e em pacientes com FA persistente/permanente, onde a abordagem inclui o isolamento elétrico das veias pulmonares e a realização de linhas de bloqueio na parede posterior do átrio esquerdo, no teto e no istmo mitral. Na sua maioria, a causa da taquicardia atrial é a presença de “gaps” ao longo das linhas de bloqueio propiciando o desencadeamento de circuitos micro ou macroreentrantes.  A refratariedade ao tratamento clínico demanda uma nova abordagem, a ablação do circuito reentrante elimina a taquicardia e resolve o problema.

AUTOR: Dr Acácio Cardoso ( Cardiologista Eletrofisiologista)

 

 

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Série Teste Ergométrico – Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas ocorridos durante o TE devem ser descritos minuciosamente.

No caso de ocorrência de dor torácica, deve-se descrever seu caráter, localização, irradiação, fatores de piora ou alívio, duração e em que fase do teste que ela ocorreu.

Sinais clínicos como sudorese, palidez, cianose, estertores pulmonares e características de sopros, como piora de sopros antigos ou surgimento de novos sopros, também devem ser relatados.

Nos casos em que o paciente apresenta angina típica, podemos considerar o teste como compatível com resposta isquêmica ao exercício.

Lembrar que angina progressiva, sinais de baixo débito cardíaco, sintomas de insuficiência vascular periférica e dispnéia progressiva, são critérios para interrupção do exame.

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Série Teste Ergométrico – Comportamento da pressão arterial

A avaliação do comportamento da pressão arterial (PA) permite estimar o desempenho ventricular esquerdo frente ao esforço físico.

Os padrões de resposta da PA durante o teste ergométrico estão descritos na tabela abaixo.

O comportamento hiperreativo da PA é fator preditivo de hipertensão arterial futura (probabilidade 4 a 5 vezes maior de se tornarem hipertensos).

Já o comportamento deprimido da PAS, em pacientes com suspeita ou diagnóstico de cardiopatia isquêmica, pode sugerir disfunção contrátil do miocárdio. A hipotensão intra-esforço indica baixa reserva miocárdica e tem valor fundamentalmente prognóstico. Se isolado, não é critério de positividade.

Lembrar que a hipotensão arterial pós-esforço em indíviduos aparentemente sadios, em geral após exercício até exaustão, não tem associação com morbimortalidade cardiovascular.

 

 
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Desafio de ecg

Pcte de 62 anos chega ao PS com SCA sem supra de ST e com este ecg. O que provavelmente mostrou a coronariografia?

Resposta: supra de aVR + infra difuso = pensar em lesão de tronco ou em lesões multiarteriais.

No caso acima a pcte apresentava uma lesão aguda oclusiva de DA proximal associada a Cd fechada cronicamente  e lesões moderadas de Cx.

Dicas práticas no manejo de pctes com este padrão de ecg:

1- Mesmo que o pcte não esteja instável hemodinamicamente parece prudente realizar o cate o mais breve possível 

2- Caso o serviço tenha disponibilidade de cirurgia de urgência, é interessante adiar-se a administração do clopidogrel até a realização do cate. Como este padrão de ecg prediz com relativa acurácia a presença de lesões com indicação de revascularização cirúrgica o uso do clopidogrel deve ser adiado até ver-se a coronariografia. Lembrando que nos pctes que vão para cate com menos de 6 hrs da chegada ao serviço não há diferença em administrar o clopidogrel antes ou depois do cate. 

 

VER TAMBÉM: http://tracadosdeecg.blogspot.com/2011/03/supra-de-st-em-avr-na-sindrome.html

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