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CDI Subcutâneo ( S-ICD) autorizado pelo FDA

 

O Cameron Health's subcutaneous implantable cardioverter defibrillator (S-ICD), ao contrário dos dispositivos convencionais, não necessita de implante eletrodo transvenoso conferindo uma vantagem naqueles pacientes  que não possuem acessos venosos adequados ( eletrodos calibrosos).

O novo dispositivo, liberado inicialmente pela União Europeia e, recentemente, com voto favoravel para liberaçãoFDA após os resultados do ensaio clínico  da New England publicado em julho de 2010, possui um eletrodo implantado através do tecido subcutâneo em região paraesternal e um gerador de pulso localizado em porção lateral do tórax, porém, devido a esta configuração, necessita de energia significativamente maior para a terapia do que os dispositivos intra cardíacos convencionais. Outras desvantagens é que o novo CDI não pode ter a função de marcapasso com estímulos contínuos e não trata arritmias com menos de 170 batimentos/min.

O abstract do  The New England Journal of Medicine:

 

    Methods First, we conducted two short-term clinical trials to identify a suitable device configuration and assess energy requirements. We evaluated four subcutaneous ICD configurations in 78 patients who were candidates for ICD implantation and subsequently tested the best configuration in 49 additional patients to determine the subcutaneous defibrillation threshold in comparison with that of the standard transvenous ICD. Then we evaluated the long-term use of subcutaneous ICDs in a pilot study, involving 6 patients, which was followed by a trial involving 55 patients.

    Results The best device configuration consisted of a parasternal electrode and a left lateral thoracic pulse generator. This configuration was as effective as a transvenous ICD for terminating induced ventricular fibrillation, albeit with a significantly higher mean (±SD) energy requirement (36.6±19.8 J vs. 11.1±8.5 J). Among patients who received a permanent subcutaneous ICD, ventricular fibrillation was successfully detected in 100% of 137 induced episodes. Induced ventricular fibrillation was converted twice in 58 of 59 patients (98%) with the delivery of 65-J shocks in two consecutive tests. Clinically significant adverse events included two pocket infections and four lead revisions. After a mean of 10±1 months, the device had successfully detected and treated all 12 episodes of spontaneous, sustained ventricular tachyarrhythmia.

    Conclusions In small, nonrandomized studies, an entirely subcutaneous ICD consistently detected and converted ventricular fibrillation induced during electrophysiological testing. The device also successfully detected and treated all 12 episodes of spontaneous, sustained ventricular tachyarrhythmia.

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Marcapasso transcutâneo – como utilizar?

Esta tabela foi feita pelo Dr Marco Túlio Hercos Juliano e estará no manual do cardiopapers que deverá ser lançado no final de 2012/começo de 2013.

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5 minutos de Fibrilação Ventricular

 

Um video para ilustrar porque as orientações atuais recomendam cada vez mais se preconizar a agilidade na desfibrilação miocárdica.

 

 

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Dabigatran – mundo real x ensaios clínicos

Recentemente foi publicado na New England uma carta ao editor que versa sobre o uso de dabigatran no mundo real. Nesta correspondência os autores falam sobre uma série de casos de sangramento em pctes que estavam em uso da droga. De forma resumida, viu-se que na maior parte dos casos havia um ou mais dos seguintes fatores

1- erros de prescrição (ex: prescrever o dabigatran em pctes que vinham em uso de varfarina mesmo o inr ainda estando >2)

2- função renal alterada (vimos já em outro tópico que o FDA proibiu o uso do dabigatran em pctes com ClCr < 30 mL/min)

3- idade avançada

4- complicações secundárias à falta de agentes que revertam a ação do dabigatran

O que os autores ponderam é que a população estudada se afastava bastante dos pctes estudados no trial RE-LY.

- 2/3 dos pctes com sangramento tinham >80 anos enquanto que no RELY a média de idade era 71 anos

- metade dos pctes com sangramento pesava <60 Kg enquanto que no RELY o peso médio era de 83 kg

- enquanto que o ClCr médio no RELY era 68 mL/min, 58% dos pctes avaliados nesta série de indivíduos com sangramento possuíam disfunção renal moderada a importante.

Resumo da história – os pctes da vida real são bastante diferentes dos pctes do estudo. Isto não torna a medicação uma alternativa ruim de um modo geral. Mas é importante saber ao máximo as características da população em que a droga foi estudada para evitar extrapolações demasiadas.

No theheart.org há menção de que um dos autores da carta para a New England, em virtude do exposto acima, considera a medicação uma boa alternativa para pctes com FA e que são jovens e que além da arritmia não possuem outras comorbidades importantes. Já em pctes idosos, principalmente se com baixo peso ou função renal alterada, deve ser usada com bastante cautela.

 

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Efeitos do exercício físico em pacientes com FA

Pacientes com fibrilação atrial (FA) geralmente se queixam de fadiga, redução da tolerância aos exercícios e palpitações, o que leva a uma piora na qualidade de vida.

Alguns estudos já mostraram que a reversão do ritmo pode melhorar a qualidade de vida.

Em relação à atividade física, pouco se sabe. Para pacientes com doença coronariana e insuficiência cardíaca, já existem estudos mostrando o benefício do treinamento físico.

Esse estudo publicado no American Heart Journal avaliou 49 pacientes com FA permanente, com idade média de 70,2 anos. Foi comparado treinamento de exercício físico aeróbio por 12 semanas com o grupo controle.

Houve uma melhora na capacidade de exercício e no teste de caminhada de 6 minutos (p 0,002), uma redução na frequência cardíaca ao repouso e uma melhora na qualidade de vida (p 0,03, avaliado pelo escore de Minnesota – MLHF-Q).

Assim, esse estudo sugere que pode haver benefícios em qualidade de vida com o treinamento físico aeróbico em pacientes com FA permanente.

Referência: Osbak PS, Mourier M, Kjaer A et al. A randomized study of the effects of exercise training on patients with atrial fibrilation. American Heart Journal 2011;162(6):1080.

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Terapia antitrombótica tripla na SCA

CLIQUE NA IMAGEM PARA ACESSAR

 

Com o envelhecimento da população é cada vez mais comum nos depararmos com pacientes que apresentam- se com SCA aguda ou necessidade de antiagregação dupla e  também são portadores de patologias que necessitam de anticoagulação, principalmente FA. neste contexto a terapia antitrombótica tripla  mais comumente utilizada (AAS, clopidogrel e cumarínico) torna-se um desafio.

Nesta entrevista disponibilizada pela equipe do Cadiosource em Protuguês ( cardiol) , comandada pelo Dr. Antônio Barcelar , cujo entrevistado foi o Dr Renato Lopes ( representante da Duke University ), o tema é abordado de maneira brilhante e objetiva. Vale a pena conferir!!

OBS: A equipe cardiopapers parabeniza a memorável trajetória do brasileiro Dr Renato Lopes que atualmente tem um papel de destaque na Duke University.

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Desafio diagnóstico – qual a arritmia?

Ecg enviado pelo Dr Isaac Heuer. Resposta em breve.

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Varfarina, dabigatran, rivaroxaban ou apixaban – o que usar?

Não. Ao final deste tópico você não terá uma resposta definitiva para a pergunta acima. Até porque esta resposta de fato não existe ainda. Vou basicamente expor alguns conceitos interessantes que li em outras fontes.

- indiscutivelmente as 3 novas medicações mostram benefícios claros quando comparadas com a varfarina. Além de não terem que ser monitorizadas laboratorialmente, interagem menos com medicações e outras drogas. Por fim, o apixaban e o dabigatran ainda mostraram superioridade em relação à varfarina.

- não se pode comparar as 3 medicações mais novas entre si com precisão. Isto só poderia ser feito através de ensaios clínicos. Comparar um estudo com o outro pode dar uma ideia do cenário mas não confirma nada uma vez que as populações estudadas serão sempre diferentes.

- há um velho ditado que diz: não seja o último a prescrever uma medicação nova. Também não seja o primeiro. Isto pode ser exemplificado com a dronedarona. Assim que saiu no mercado já foi colocada pela diretriz europeia de FA como medicação de escolha em boa parte dos pctes. Após alguns meses, começaram as inúmeras informações de que a medicação tinha sérios problemas de toxicidade…

Resumindo, podemos dividir os pctes com fa e indicação de anticoagulação em 3 grupos:

1- os pctes que já estão usando o marevan e vão bem com a medicação

2- os pctes que já estão usando marevan mas tiveram problemas com a mesma (interação com outras medicações, INRs erráticos, etc)

3- pctes virgem de tratamento anticoagulante

A maioria dos especialistas acha que no primeiro grupo deve se manter o pcte com varfarina. É o bom e velho – em time que está ganhando não se mexe. Mas veja bem, você acabou de dizer lá em cima que o dabigatran e o apixaban mostraram superioridade à varfarina nos trials. Não seria antiético não trocar a medicação, caso o pcte tenha condições financeiras para tal? O que acontece é que nos trials compara-se o primeiro tratamento com a varfarina x o primeiro tratamento com as outras drogas. Dos pctes que usam varfarina, em torno de 50 a 70% têm controle adequado do inr. Ou seja, 30 a 50% dos pctes terminam não tendo a resposta ideal com a medicação. Se fizessem um trial randomizando do lado da varfarina apenas os pctes que comprovadamente se dão bem com a medicação (ou seja, o primeiro grupo a que me referi) provavelmente não haveria grandes diferenças. Provavelmente. Nunca teremos esta resposta ao certo uma vez que este trial nunca será feito. Por isso que se trata de uma opinião de especialista.

Nos outros 2 grupos a tendência é que se use uma das medicações novas.

Qual delas? Como já disse isto não tem resposta precisa ainda. No Brasil, até onde sei, ainda não temos o apixaban liberado. A decisão ficaria então entre dabigatran e rivaroxaban. Aí vai ter-se que pesar preço, posologia (2 tomadas diárias com o dabigatran e uma única tomada com o rivaroxaban), etc. 

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Atualização: Dabigatran contra indicado para Disfunção Renal Importante

Recentemente, a bula americana  do Pradaxa ( dabigatrana) foi atualizada. Novas recomendaçãoes orientam que pacientes com fatores de risco  para disfunção renal devem ter a função renal avaliada antes do início da medicação.

Naqueles pacientes com idade maior ou igual a  75 anos e nos que possuem clerance de creatinina < 50ml/min a função renal deve ser avaliada anualmente devido a possível necessidade de ajuste de dose.

 

Considerar reduzir  a dose para dabigatran 75 mg 2xd quando houver disfunção renal moderada associado ao uso de cetoconazol ( sistêmico) ou dronaderona tendo em vista a interação medicamentosa.
 

Está contra indicado Dabigatran na disfunção renal importante ( Cl Cr < 15-30 ml/min)

 

 

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Revisão clínica – Dabigatran – parte 2

- O dabigatran tem uma farmacocinética bastante previsível e, de forma geral, não tem que ter sua atividade monitorizada. É o mesmo conceito das heparinas de baixo peso molecular.

- Mas mesmo as heparinas de baixo peso molecular têm que ser monitorizadas em certas situações (ex: gestação, obesidade, insuficiência renal, etc) – o mesmo se aplica ao dabigatran? Sim. Nas situações exemplificadas assim como em casos de sangramentos, suspeita de intoxicação, necessidade de cirurgia de emergência.

- E como faço para monitorizar a ação do dabigatran, quando for necessário? Bem, isto pode ser um problema. O INR e o tempo de protrombina não costumam ser alterados pela medicação. O ttpa é alargado mas isto não ocorre de forma linear com a ação da medicação (diferente das heparinas não fracionadas, por exemplo). Ou seja, dá para dar uma idéia se está fazendo efeito ou não mas não gradua adequadamente o nível da ação anticoagulante exercida. O tempo de trombina serviria melhor para este fim mas o método varia muito de lugar para lugar. 

- Quem não deve usar a medicação?

1- pctes com disfunção renal importante – (ClCr < 30 mL/min)

2- Hipersensibilidade à medicação

3- Hemorragia ativa importante

4- Lesões com risco aumentado de sangramento grave (ex: pcte com metástase cerebral)

5- Hepatopatia ativa. Os trials excluíram pctes com aumento maior do que 2x o limite superior da normalidade das transaminases.

6- Discrasias importantes da coagulação

7- Tratamento concomitante com cetoconazol, tacrolimus, ciclosporina ou itraconazol. Evitar o uso concomitante com rifampicina, quinidina.

O uso da medicação em pctes com <50 kgs ou com >110 kg foi pouco estudado. Cuidado ao usar o dabigatran neste grupo.

- O que aumenta o risco de sangramento com dabigatran

1- Idade >75 anos

2- ClCr<30-50 mL/min

3- Peso <50 Kg

4- Uso de inibidores da glicoproteína-p – amiodarona, quinidina, verapamil

5- Uso de outras medicações como clopidogrel, AAS, AINES
6- Plaquetopenia

7- Coagulopatia

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